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Rio Memórias lança galeria sobre moda carioca no Centro

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A moda carioca ganha uma nova sala de história no Rio Memórias, com lançamento marcado por debate e pista de dança no Centro da cidade.

O Rio Memórias estreia, em 23 de julho, a galeria “Rio na Moda”, nova sala do seu Museu Virtual dedicada à história da indumentária no Rio de Janeiro. O evento de lançamento acontece no Solar dos Abacaxis, no Centro, e reúne a curadora Carolina Casarin e as estilistas Lígia Parreira e Isabela Capeto para um debate sobre os pioneiros, rebeldes e inovadores que fizeram a moda carioca.

“Essa galeria traz um novo olhar sobre a moda carioca e a sua centralidade para a moda brasileira. O Rio tem um papel fundamental como referência em moda e comportamento para o Brasil.”

Segundo Lívia Baião, diretora do Rio Memórias, a iniciativa reforça o papel da cidade como referência de comportamento e moda para o país. A galeria passa a integrar o Museu Virtual, que agora soma 21 galerias organizadas em mais de trezentas salas de conteúdo, com foco em narrativas plurais sobre a cidade.

Do nu ao “moda de cria”

A curadoria de Carolina Casarin — escritora, professora, pesquisadora e figurinista, autora de “O guarda-roupa modernista: o casal Tarsila e Oswald e a moda” (Companhia das Letras, 2022) — conduz o visitante por episódios que definem a memória da moda no Rio. Entre eles, a polêmica da jupe-culotte no início do século XX, o biquíni de Leila Diniz nos anos 1960 e a força recente do “moda de cria”.

Para Casarin, um dos pontos altos da galeria é o resgate da trajetória do costureiro Hugo Rocha. “Ele foi uma figura importante para a moda carioca, um homem negro, quase totalmente esquecido pela historiografia”, afirma.

Debate com duas vozes da moda carioca

O evento faz questão de discutir a história da moda na cidade a partir de mulheres empreendedoras. Lígia Parreira, à frente da grife Devassas, é uma voz importante no debate sobre moda preta. Isabela Capeto construiu um trabalho icônico, marcado pela produção manual, raízes no patrimônio cultural e valorização do artesanato.

Para Maria Luiza Paranaguá, diretora de comunicação do Rio Memórias, o debate é uma oportunidade rara de cruzar memória e prática contemporânea da moda no Rio. Desde 2019, o instituto atua na valorização da história e da memória da cidade, com foco em narrativas plurais.


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