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Saberes Xucuru Kariri tomam a Mata Atlântica no Ekôa Park

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No dia 19 de abril, Rayberg Pereira, da etnia Xucuru Kariri, conduz vivências ancestrais abertas ao público no Ekôa Park, em Morretes (PR).

O Dia dos Povos Originários ganha forma concreta no Ekôa Park neste domingo. Em vez de uma celebração simbólica, o parque estruturou uma imersão prática conduzida por Rayberg Pereira, representante da etnia Xucuru Kariri, que guiará os visitantes por três vivências ao longo do dia — dentro da Grande Reserva Mata Atlântica, em Morretes, no Paraná.

A proposta parte de um deslocamento intencional: não se trata de interpretar ou apresentar a cultura indígena de fora para dentro, mas de abrir espaço para que ela se expresse em sua própria voz. Cada atividade foi desenhada para transformar o visitante em participante ativo desse processo.

Três vivências que estruturam a jornada

O dia começa às 11h, no Espaço Curumim, com a Oficina de Artesanato Tradicional e Pintura Corporal. Os participantes produzem adornos com sementes e fibras naturais e conhecem os significados simbólicos de cada elemento. A pintura corporal, feita com tintas naturais, aprofunda a experiência ao conectar identidade, espiritualidade e pertencimento cultural.

Às 14h, a Caminhada Ancestral pela Trilha das Aves leva os visitantes a um percurso guiado pela Mata Atlântica. O foco está nos saberes tradicionais sobre fauna, flora e plantas medicinais — um repertório construído ao longo de gerações e profundamente conectado à leitura dos ecossistemas.

O encerramento acontece às 16h, no Palco Lua, com a Roda de Saberes na Fogueira. Em ambiente de partilha coletiva, histórias, mitos, cantos e reflexões se entrelaçam para explorar a conexão entre humanidade e natureza.

Todas as atividades estão inclusas no ingresso regular do parque, ampliando o acesso à experiência.

Protagonismo indígena como posicionamento estratégico

A CEO do Ekôa Park, Tatiana Perim, explica o conceito que orienta a iniciativa.

Ao trazer um representante indígena para conduzir as atividades, o Ekôa Park desloca o protagonismo. Não se trata de interpretar a cultura indígena, mas de abrir espaço para que ela se manifeste em sua própria voz. Na prática, isso reposiciona o parque como uma plataforma de tradução de saberes da natureza em experiências concretas, alinhando-se a uma tendência global que reconhece o valor dos conhecimentos ancestrais na construção de futuros mais resilientes.

Tatiana Perim, CEO do Ekôa Park

A fala traduz um movimento mais amplo: o de reconhecer os conhecimentos tradicionais indígenas como ativos estratégicos para responder a desafios ambientais, sociais e econômicos do presente.

Sobre o Ekôa Park

Localizado na maior área contínua remanescente de Mata Atlântica, o Ekôa Park oferece experiências imersivas em meio à floresta — trilhas interpretativas, arvorismo, tirolesa, voo cativo de balão e instalações artísticas. O espaço integra música, arte e gastronomia sustentável com o propósito de promover a reconexão entre o ser humano e a natureza.


Serviço

Saberes Xucuru Kariri tomam a Mata Atlântica no Ekôa Park
Foto: Divulgação
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