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Sandra Cinto guia visita em “Dois Infinitos” neste sábado

Sandra Cinto guia visita em “Dois Infinitos” neste sábado

Um biombo circular inédito no centro da galeria. Sandra Cinto comenta ao vivo as obras de sua 11ª individual na Casa Triângulo neste sábado, 11 de abril.

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Neste sábado, 11 de abril, às 15h, Sandra Cinto conduz pessoalmente a visita guiada pela exposição “Dois Infinitos”, sua 11ª mostra individual na Casa Triângulo, em São Paulo. A artista comenta a temática e o processo de criação das obras inéditas reunidas na galeria, que aprofundam questões centrais em sua trajetória: deslocamento, horizonte, travessia e a construção poética do espaço.

O biombo que dissolve fronteiras

Bem no centro do espaço principal, um grande biombo circular — concebido especialmente para a exposição — convida o público a um momento de contemplação dos infinitos espaciais e interiores. Historicamente associado à ideia de passagem, proteção e delimitação, o objeto traduz em formas concretas o resultado da pesquisa da artista sobre fronteiras instáveis e territórios imaginários.

A estrutura circular potencializa a noção de continuidade e ciclo, dissolvendo começo e fim. Em sua produção, Sandra retrata o mar, o céu e a linha do horizonte como metáforas recorrentes de transição e incerteza. O biombo, nesse contexto, atua como síntese de toda a sua prática: é ao mesmo tempo desenho expandido, pintura e arquitetura.

O dourado e o sagrado

O dourado, presente em diferentes momentos da obra de Sandra Cinto, representa um campo simbólico denso: remete ao sagrado, ao infinito e à ideia de permanência frente à fragilidade das paisagens que ela constrói. Outras obras em diferentes formatos ampliam a atmosfera do espaço, reforçando a relação entre gesto repetitivo, paisagem imaginária e experiência espacial.

Uma trajetória de intervenções monumentais

Ao longo de sua trajetória, Sandra Cinto realizou extensas intervenções murais em que mares, céus e horizontes ocupam a arquitetura e expandem o gesto do desenho para além do suporte tradicional. Instalações permanentes da artista podem ser vistas no Teatro Cultura Artística, no edifício da Itaúsa na Avenida Paulista e na área da piscina do Hotel Rosewood São Paulo, além de trabalhos permanentes nos Estados Unidos, Espanha, Tailândia e Japão.

A mostra tem textos críticos de Josué Mattos e Priscyla Gomes e entrada gratuita.

O biombo atua como síntese dessa prática: é ao mesmo tempo desenho expandido, pintura e arquitetura.


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