A programação do Sesc na Flip 2026 propõe um mergulho nas múltiplas vozes da literatura brasileira ao reunir autores de diferentes regiões, trajetórias e linguagens em Paraty, entre os dias 22 e 26 de julho. Em um dos eventos culturais mais relevantes do país, a instituição aposta na diversidade como eixo central, articulando sotaques, territórios e experiências que refletem a complexidade da produção literária contemporânea.
es, territórios e experiências que refletem a complexidade da produção literária contemporânea. es, territórios e experiências que refletem a complexidade da produção literária contemporânea.A presença do Sesc na programação da Flip se constrói a partir de uma ideia clara: ampliar o alcance das narrativas e valorizar diferentes formas de expressão. O resultado é um conjunto de encontros que atravessam gêneros, tradições e repertórios, colocando em diálogo autores consagrados e novas vozes que vêm redefinindo o cenário literário brasileiro.
Nordeste em destaque na programação
O Nordeste aparece como um dos polos mais fortes da programação, com a presença do pernambucano Marcelino Freire, autor de obras marcantes como Contos Negreiros e Nossos Ossos. Reconhecido por sua escrita potente e incisiva, Freire traz à Flip uma trajetória consolidada que dialoga com questões sociais e estéticas fundamentais da literatura brasileira.
Ao lado dele, novos caminhos autorais também ganham espaço com os baianos Anderson Shon e Abáz, vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2025. Suas presenças reforçam o papel da premiação como plataforma de revelação de novos talentos e mostram como a produção contemporânea segue em constante renovação.
Completa esse recorte a escritora Thainá Carvalho, de Sergipe, que atua entre a poesia e a experimentação visual. Sua obra amplia os limites tradicionais da literatura ao incorporar elementos de outras linguagens, evidenciando um movimento cada vez mais presente na cena atual.
Literatura, território e ancestralidade
Um dos eixos mais marcantes da programação do Sesc na Flip 2026 é a relação entre literatura e território. A proposta conecta a produção literária às vivências regionais e às matrizes culturais que sustentam essas narrativas, criando um espaço de escuta e reconhecimento das múltiplas origens do país.
Do Norte, a paraense Emiliana Marajoara leva ao público histórias da Amazônia ancoradas na tradição da oralidade, ressaltando a força das narrativas transmitidas de geração em geração. Sua participação destaca a importância de preservar e valorizar saberes que muitas vezes ficam à margem dos circuitos literários mais visíveis.
A presença indígena também ocupa lugar central, com nomes como Jama Wapichana, de Roraima, e Daniel Munduruku, do Pará. Wapichana, que também atua como músico e contador de histórias, leva à Flip relatos ligados à vivência de seu povo, enquanto Munduruku, autor de mais de 60 livros, articula em sua obra temas como educação, cultura e ancestralidade.
Diálogos entre regiões e linguagens
A programação também promove encontros entre diferentes regiões do país, reforçando a ideia de que a literatura brasileira se constrói a partir da diversidade. Entre os representantes do Sudeste, destacam-se os cariocas Eliana Alves Cruz e Fausto Fawcett, cujas trajetórias revelam distintas formas de abordagem narrativa e estética.
A pluralidade de gêneros aparece ainda na obra da paulista Luiza Romão, que transita entre a poesia escrita e a performance, aproximando literatura e cena. Sua presença reforça a abertura da programação para formatos híbridos e experimentais, ampliando as possibilidades de leitura e fruição.
Ao reunir autores com perfis tão diversos, o Sesc cria um ambiente de trocas que ultrapassa fronteiras geográficas e estilísticas. A proposta não apenas apresenta obras, mas também estimula reflexões sobre o papel da literatura na construção de identidades e na compreensão das múltiplas realidades brasileiras.
Um retrato da literatura contemporânea
Mais do que uma programação, a presença do Sesc na Flip 2026 funciona como um retrato em movimento da literatura produzida hoje no Brasil. Ao valorizar diferentes vozes e trajetórias, a instituição contribui para ampliar o alcance dessas narrativas e para fortalecer a circulação de ideias em um dos principais palcos culturais do país.
Entre tradição e experimentação, oralidade e escrita, centro e periferia, a curadoria revela um panorama que não se limita a um único estilo ou linguagem. Ao contrário, aposta na coexistência de múltiplas formas de expressão como elemento essencial para compreender a riqueza da produção literária brasileira.
Essa abordagem reafirma a Flip como espaço de encontro e diálogo, onde diferentes perspectivas se cruzam e novas leituras emergem. Ao colocar em evidência autores de várias origens, o Sesc amplia o alcance do evento e reforça a importância de olhar para a literatura como um campo plural e em constante transformação.
Serviço
- Evento: Sesc na Flip 2026
- Data: 22 a 26 de julho
- Local: Paraty

