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Sete mestres da arte nacional ocupam escola municipal no Leblon

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A aproximação entre o ensino público e a produção artística contemporânea ganha força com a chegada de obras consagradas diretamente ao cotidiano de crianças e adolescentes.

O projeto ArtRio Educação iniciou sua temporada de 2026 levando a mostra Brasilidades para o ambiente da Escola Municipal Santos Anjos, localizada no Leblon. A iniciativa, realizada pela ArtRio em parceria com o Shopping Leblon e apoio da ONG Parceiros da Educação Rio, busca democratizar o acesso à cultura e ampliar o repertório visual dos estudantes.

Quando me visto como uma guerreira, fingindo ser uma indígena, quero mostrar que não podemos saber quem uma pessoa é, apenas olhando para sua aparência ou para a roupa que ela veste.

Com curadoria assinada por Domi Valansi, a exposição reúne registros fotográficos de sete artistas de diferentes origens e trajetórias: Anna Bella Geiger, Fernando Young, Joelington Rios, Luiz Braga, Maria Baigur, Miguel Rio Branco e Vik Muniz. Em comum, as obras lançam olhares críticos sobre a formação cultural, as memórias e as contradições do país.

Identidades, tradições e contrastes em foco

As narrativas visuais abordam desde a desconstrução de visões estereotipadas sobre a história do país até celebrações populares centenárias. Entre os destaques, Fernando Young registra as Cavalhadas de Pirenópolis, em Goiás, enquanto Joelington Rios, natural do quilombo Jamary dos Pretos, pesquisa a presença de corpos racializados e a memória histórica na capital fluminense, evocando marcos como o Cais do Valongo.

A riqueza cromática da Amazônia aparece nas imagens de Luiz Braga, que retrata a vida nas periferias ribeirinhas do Pará. Em outra perspectiva urbana, Maria Baigur investiga a ocupação territorial e as divisões sociais a partir da vista litorânea no Rio de Janeiro, transformando a própria paisagem em personagem.

Fragmentos visuais e narrativas poéticas

A linguagem da montagem também estrutura trabalhos como o de Miguel Rio Branco, que articula múltiplos recortes fotográficos em um mosaico sobre o cotidiano e a convivência nas praias. Já Vik Muniz reconstrói cenários conhecidos a partir de colagens detalhadas com fragmentos de antigos cartões-postais, desafiando a percepção do público entre o conjunto e o detalhe.

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