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Trançando Arte une saberes ancestrais e capacitação para mulheres em SP

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A conexão entre ancestralidade, independência financeira e fortalecimento emocional direciona as atividades do projeto Trançando Arte no Parque Novo Mundo, espaço voltado à qualificação prática de mães e chefes de família da periferia.

Aprender a trançar também pode significar reconhecer uma prática cultural, valorizar conhecimentos ancestrais e transformar saberes em possibilidades de autonomia e geração de renda.

A iniciativa, desenvolvida no espaço do CCA Cidade Nova, busca estruturar caminhos concretos de desenvolvimento para mulheres da comunidade. Em cooperação com a ONG Gerando Falcões, a programação traz mentorias individualizadas conduzidas por moradoras locais, desenhadas para mapear metas reais e oferecer ferramentas de superação da vulnerabilidade social por meio da valorização das habilidades de cada participante.

O percurso formativo parte do princípio de que o domínio técnico das tranças afro ganha potência quando associado ao autoconhecimento e à história. Na etapa inaugural, as alunas participaram de diálogos mediados por profissionais de psicologia e representantes do CRPIR – Centro de Referência de Promoção da Igualdade Racial da Zona Norte, articulando o aprendizado prático às discussões sobre identidade negra e direitos.

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Foto: Divulgação

Estrutura formativa e desenvolvimento comunitário

A grade de atividades do Trançando Arte expande a técnica manual para abarcar a gestão de pequenos negócios. O cronograma contempla oficinas de turbantes, marketing digital, módulos de inteligência emocional em parceria com o SEBRAE Zona Norte, além de atendimentos abertos à população local por meio de um Salão Comunitário e uma exposição sobre a história das tranças.

Viabilizado via PROAC ICMS com patrocínio da Cometa, o projeto foca na construção de redes de apoio contínuas. A proposta reforça a importância de criar vínculos coletivos que sustentem as participantes durante a transição para o mercado de trabalho autônomo, utilizando a cultura afro-brasileira como base de sustentação profissional.

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Foto: Divulgação

Serviço


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