A exposição “José Pedro Croft: reflexos, enclaves, desvios” segue até 17 de novembro no CCBB Rio de Janeiro.
Termina na próxima segunda-feira, 17 de novembro, a grande mostra “José Pedro Croft: reflexos, enclaves, desvios”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro. Com curadoria de Luiz Camillo Osorio, a exposição ocupa o primeiro andar e a rotunda do CCBB RJ, reunindo gravuras, desenhos, esculturas e instalações que ampliam o entendimento sobre a obra do artista português.
A mostra oferece um panorama das pesquisas de Croft sobre corpo, escala e arquitetura, e apresenta trabalhos inéditos ao público brasileiro. Entre os destaques está uma instalação na rotunda, criada especialmente para o CCBB RJ, que utiliza espelhos para refletir partes do prédio histórico, criando uma ilusão óptica de profundidade e integração entre espaço e obra.
“José Pedro Croft é um dos principais artistas portugueses da geração que se formou após a Revolução dos Cravos. Sua poética visual se afirma no enfrentamento da própria materialidade das linguagens plásticas”, afirma o curador Luiz Camillo Osorio.
Gravuras e esculturas em diálogo
A exposição apresenta a potência plástica das gravuras e desenhos, que dialogam com a vertigem espacial das esculturas em ferro, vidro e espelho. Croft considera a gravura como uma âncora de seu trabalho, e muitos de seus desenhos foram feitos sobre provas de gravuras, utilizando nanquim ultrafino para criar volumes e texturas manuais.
Seis esculturas integram a mostra, sendo quatro inéditas. As obras estabelecem conexões entre o rigor físico da gravura e os deslocamentos ópticos das esculturas, explorando temas como memória, instabilidade e reflexão.
Percurso expositivo e destaques
A exposição está organizada em salas que exploram diferentes séries e suportes. Logo na entrada, uma grande escultura geométrica dialoga com gravuras em preto e vermelho. Outras salas exibem pequenas fotogravuras, esculturas em vidro e séries monocromáticas azuis e vermelhas, que revelam o processo manual do artista.
Ao longo do percurso, o visitante encontra obras inspiradas no construtivismo russo e no minimalismo americano, além de desenhos e gravuras em grande escala que reforçam o gesto escultórico. Próximo à saída, duas colunas de espelhos e vidro formam um portal simbólico que encerra a visita.
Sobre o artista
José Pedro Croft nasceu no Porto, em 1957, e vive em Lisboa. Sua obra transita entre escultura, desenho e gravura. Representou Portugal na 57ª Bienal de Veneza (2017) e expôs em instituições como o MAM Rio, a Pinacoteca de São Paulo e o Museu Calouste Gulbenkian.
Serviço
Exposição: “José Pedro Croft: reflexos, enclaves, desvios” Até: 17 de novembro de 2025 Local: Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (Rotunda e 1º andar) Horário: Quarta a segunda, das 9h às 20h (fechado às terças) Entrada: Gratuita Curadoria: Luiz Camillo Osorio Informações:bb.com.br/cultura
Foto: Divulgação
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