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Um filme conecta artistas e reabre feridas da América Latina

Um filme conecta artistas e reabre feridas da América Latina

Uma rede de artistas revive memórias de resistência no doc Mulheres Radicais, que abre o Cine ArtRio no MAM e reacende debates sobre corpo e política.

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O passado não está quieto — ele fala, confronta e ecoa no presente. É dessa tensão que nasce “Mulheres Radicais” (2023), documentário que inaugura o Cine ArtRio no próximo 12 de maio, às 18h, na Cinemateca do MAM Rio. A sessão marca o início de uma programação dedicada à arte como linguagem viva, em diálogo direto com o nosso tempo.

Com direção de Isabel Nascimento Silva e Isabel De Luca, o filme parte de uma exposição histórica que percorreu instituições como o Hammer Museum, o Brooklyn Museum e a Pinacoteca de São Paulo. Ao reunir 127 artistas de 15 países, a mostra revelou não apenas nomes consagrados, mas também vozes até então invisibilizadas.

Uma narrativa em cadeia

O documentário abandona a linearidade tradicional. Em vez disso, constrói uma narrativa em rede: a artista Lenora de Barros inicia uma sequência de encontros, escolhendo outra artista para entrevistar — e assim sucessivamente. O resultado é um fluxo orgânico de conversas, onde experiências pessoais e processos criativos se entrelaçam.

Ao longo dessas conexões, surgem 11 trajetórias atravessadas por contextos de repressão, exílio e transformação social. O corpo, nesse cenário, deixa de ser apenas suporte e passa a ser linguagem política, ferramenta de ruptura e espaço de resistência.

Arte como gesto político

Entre imagens de arquivo e registros inéditos, o filme apresenta cerca de 400 obras comentadas pelas próprias artistas. A variedade impressiona: performances, videoarte, dança, teatro e formas híbridas que desafiam classificações rígidas.

Mais do que um registro histórico, “Mulheres Radicais” reposiciona essas produções no presente. Ele evidencia como práticas artísticas nascidas em contextos de ditadura e censura continuam influenciando debates contemporâneos sobre gênero, identidade e liberdade.

O Cine ArtRio surge, assim, como um espaço de escuta e reflexão. Com curadoria de Domi e acervo do Curta On, a iniciativa reúne cinema e artes visuais em um formato que privilegia o pensamento crítico e a experiência coletiva.


Serviço


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Foto: Divulgação
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