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“Uma experiência além da arte”, diz José Loreto sobre interpretar Jesus na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém

“Uma experiência além da arte”, diz José Loreto sobre interpretar Jesus na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém

Foto: Djenifer

Ator destaca transformação pessoal ao mergulhar nos ensinamentos do personagem mais marcante da história. Outros protagonistas também relatam vivências espirituais intensas.

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O espetáculo Paixão de Cristo de Nova Jerusalém é conhecido por sua grandiosidade e impacto cultural, mas para quem sobe ao palco, a experiência vai muito além da atuação.

Jose Loreto x FOTO DJENIFER
Foto: Djenifer

José Loreto, intérprete de Jesus na temporada de 2024, define o papel como “uma experiência que vai além da arte”. O ator vem mergulhando profundamente no estudo da figura histórica e bíblica de Jesus e revelou que esse processo tem gerado transformações internas significativas.

“Estou me preparando muito para fazer esse Jesus e tenho certeza de que vai ser lindo e vou convencer todo mundo”, afirmou Loreto em entrevista recente ao Canal de Léo Dias.

Durante as gravações dos filmes promocionais da peça, ele destacou o impacto do processo de caracterização:

“Esse processo de transformação me dá mais gás, me deixa mais interessado em viver essa outra vida de Jesus. A gente consegue ter mais empatia, inclusive consigo entender mais de perto a história Dele. Está sendo muito tocante.”

Uma vivência transformadora para outros artistas também

A vivência de Loreto não é única. Allan Souza Lima, que interpretou Jesus em 2023, também relatou um reencontro com a fé:

“Jesus é um personagem universal. Depois de 14 anos eu voltei a rezar. Acho que estou em um novo processo de vida.”

Gabriel Braga Nunes, protagonista em 2022, enfatizou como os ensinamentos presentes no texto impactaram sua vida pessoal:

“Estudar esse papel está sendo muito importante para mim. O texto do Sermão da Montanha está fazendo muita diferença na minha vida. É uma história sobre ética, sobre comportamento.”

Mas talvez a experiência mais profunda tenha sido a de Juliano Cazarré, que viveu Jesus em 2019:

“Interpretar não aumentou a minha fé. Me trouxe a fé. Eu não tinha. Foi fazer Jesus na Paixão de Cristo que me trouxe a fé.”

Um espetáculo que vai além do entretenimento

Jose Loreto Juliano Cazarre Allan Souza Lima Gabriel Braga Nunes
Foto: Divulgação

Segundo Robinson Pacheco, presidente da Sociedade Teatral de Fazenda Nova, entidade que realiza o espetáculo, a proposta da peça é entreter, mas o impacto vai muito além disso:

“Apesar de abordar uma temática religiosa, a peça não tem como foco a religião. Ainda assim, ela acaba se tornando uma experiência espiritual tanto para o público quanto para os atores.”

E talvez o motivo esteja justamente na fidelidade com que a encenação reproduz as falas de Jesus conforme registradas na Bíblia, como destacou Pacheco:

“Todas as falas proferidas por Jesus na encenação são exatamente como estão na Bíblia. Esse foi um critério adotado por Plínio Pacheco, idealizador e autor do texto.”

Ao longo dos anos, a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém tornou-se mais do que um espetáculo teatral. Tornou-se uma experiência de transformação — para o público e para quem vive, no palco, a figura que há mais de dois mil anos inspira fé, empatia e reflexão no mundo inteiro.

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