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USP sedia debate sobre brincar sustentável e direitos da infância

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A consolidação de práticas pedagógicas que reconhecem o brincar como pilar indispensável da formação humana mobiliza gestores, educadores e especialistas em um encontro formativo gratuito na capital paulista.

O reconhecimento da infância como fase primordial para a garantia de direitos e formação cidadã orienta as reflexões do seminário promovido pela Liga Solidária, organização social centenária que comemora uma década da Virada da Primeira Infância. O debate tem como eixo condutor o conceito do brincar como prática sustentável, estabelecendo conexões entre a produção acadêmica, o cotidiano das salas de aula e as metas de desenvolvimento social.

O Seminário surge como um desdobramento acadêmico e prático dessa causa, unindo a produção de conhecimento com o chão da escola e as políticas públicas da nossa cidade.

A formulação do encontro dialoga diretamente com as diretrizes do Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI 2018-2030) e com a agenda global dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, voltados à oferta de educação equitativa e à redução de disparidades sociais. Sob a liderança da presidente voluntária Mônica Zender Etchenique, a proposta reforça a importância do envolvimento direto de educadores e famílias para assegurar que crianças e bebês exerçam plenamente seu papel explorador e autônomo.

USP sedia debate sobre brincar sustentável e direitos da infância
Foto: Divulgação

Diálogos entre academia, gestão e formação

A programação matutina estrutura-se a partir de painéis temáticos dedicados ao investimento nas etapas iniciais da vida e à aplicação real do brincar no ambiente escolar. Com mediação da jornalista e especialista em neurociência Patricia Camargo, a primeira mesa reúne contribuições de Helisa Ignácio e Paula Perim, da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, ao lado do secretário municipal de Educação Fernando Padula Novaes.

A segunda etapa do evento, mediada pela supervisora de formação continuada Patricia Nunes, foca no planejamento de experiências pedagógicas cotidianas. A troca de saberes conta com as perspectivas de Cisele Ortiz, do Instituto Avisa Lá, da pesquisadora Bruna Ribeiro, idealizadora da Pedagogia das Miudezas, e da educadora e artista Stela Barbieri, abordando a multiplicidade dos gestos, do corpo e da expressão cultural nas infâncias.

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