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VÉRTICE estreia com URUTAU e dissolve fronteiras artísticas

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Um encontro entre som e luz inaugura um novo programa que transforma processo criativo em experiência cênica contínua.

O mês de agosto marca a estreia do VÉRTICE, novo programa anual de residências artísticas do Instituto Capobianco, inaugurado por Novíssimo Edgar e Wagner Antônio. A proposta parte da música como eixo, mas se expande para um território onde teatro, performance, artes visuais e tecnologia deixam de ser categorias isoladas.

O resultado dessa imersão é URUTAU, obra inédita apresentada de 07 a 30.08, que investiga o som dentro de uma instalação de luz. A performance tensiona formatos tradicionais e constrói uma experiência híbrida, entre concerto, cena e ambiente sensorial.

Música vira espaço, luz vira dramaturgia e a performance se transforma em pensamento.

Quando linguagem deixa de ser limite

Novíssimo Edgar atua entre música, poesia, artes visuais e performance. Sua produção atravessa linguagens e já dialogou com nomes como Elza Soares, João Donato, Céu e BaianaSystem. Em 2026, apresentou trabalho no Vão Livre do MASP durante a Virada Cultural, consolidando uma trajetória marcada por experimentação e cruzamento de formatos.

Wagner Antônio, por sua vez, desenvolve uma pesquisa centrada na relação entre luz, espaço e cena. Seu espetáculo “Um Jaguar por Noite” lhe rendeu indicação ao Prêmio Shell de Teatro na categoria Iluminação, destacando uma abordagem que integra arquitetura, dramaturgia e percepção visual.

URUTAU: escuta em estado expandido

Na criação conjunta, os artistas constroem desde os procedimentos até as escolhas estéticas em diálogo contínuo. URUTAU reúne referências que vão de cantos indígenas ao hip hop, passando por reggae, blues, música experimental e poesia falada. Tudo articulado em um espaço onde a luz não ilumina apenas, mas também narra.

Mais do que resultado final, o trabalho evidencia o processo como parte da obra. O público entra em contato com uma estrutura viva, em que som, corpo e tecnologia se reorganizam a cada apresentação.

Um programa que nasce contínuo

A partir de 2026, o VÉRTICE passa a integrar a programação anual do Instituto Capobianco. A cada agosto, um artista da música brasileira será convidado a desenvolver uma obra inédita em colaboração com outras linguagens, criando espetáculos concebidos especificamente para o espaço.

A proposta estabelece um formato recorrente de investigação artística, onde a música deixa de ser apenas ponto de partida e se torna estrutura para experiências imersivas e interdisciplinares.

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