Cinquenta anos de história na Marquês de Sapucaí ganham vida nos palcos cariocas em montagem inédita que resgata a vida, as composições e as vitórias do maior puxador da Beija-Flor.
A história de superação que transformou Luiz Antônio Feliciano Neguinho da Beija-Flor Marcondes em lenda viva da cultura popular chega à cena teatral com O Neguinho da Beija-Flor – Musical. Interpretado pelo ator Izak Dahora, o espetáculo revisita a infância marcada pela pobreza em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, até a consagração internacional como voz máxima do carnaval carioca.
Ele é um artista absolutamente empírico. Nunca fez aula de canto e saiu cantando, nunca aprendeu partitura e compôs inúmeras músicas. É um expoente dessa arte que o país ainda não sabe valorizar e que sempre foi uma das minhas causas.
Com direção de Luiz Antonio Pilar e dramaturgia assinada pelo jornalista e pesquisador Aydano André Motta, a obra percorre momentos decisivos dos cinquenta anos ininterruptos em que o cantor liderou a Beija-Flor de Nilópolis, participando diretamente dos quinze títulos da agremiação antes de sua aposentadoria da avenida em 2025.

Mais de três décadas de clássicos no palco
O repertório reúne mais de trinta composições históricas que ultrapassaram as arquibancadas do samba, sob a direção musical de Matheus Camará e Rodrigo Pirikito. O roteiro inclui desde hinos imortais como Sonhar com Rei dá Leão e Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia! até sucessos populares como O Campeão — adotado pelas torcidas no Estádio do Maracanã — e Negra Ângela.
Ao lado de Izak Dahora, um elenco de dez atores-cantores dá suporte à narrativa cênica: Bruno Quixotte, Celso Luz, Ella Fernandes, Leandro Melo, Lu Vieira, Maria Vitória Rodrigues, Matheus Dias, Pedro Barreto, Thalita Floriano e Verônica Bonfim encarnam figuras centrais dessa jornada.

Estética carnavalesca e materiais reciclados
A concepção visual dialoga diretamente com o ambiente de criação das agremiações cariocas. A cenógrafa Lorena Lima estruturou o palco sem coxias para simular um verdadeiro barracão, empregando andaimes de ferro e madeira, além de materiais reutilizados de desfiles passados, incluindo adereços fornecidos pela iniciativa socioambiental Sustenta Carnaval.
Os figurinos, criados pela consagrada porta-bandeira Rute Alves, somam mais de cinquenta peças artesanais que homenageiam símbolos marcantes do cantor, com destaque para elementos manuais que evocam a ancestralidade do samba, as cores clássicas de Nilópolis e peças representativas das raízes do artista.
A montagem, com patrocínio da Petrobras por meio do programa Petrobras Cultural, tem estreia confirmada no Teatro João Caetano em 10 de setembro de 2026, com coreografia de Patrick Carvalho e preparação vocal de Pedro Lima.

Serviço
- Temporada: 10/09 a 01/11 de 2026
- Dias e horários: Quintas e sextas, às 19h. Sábados e domingos, às 17h
- Local: Teatro João Caetano (Praça Tiradentes, s/n – Centro – Rio)
- Ingressos: Plateia — R$ 80 (inteira) | R$ 40 (meia-entrada); Balcão Nobre — R$ 70 (inteira) | R$ 35 (meia-entrada); Balcão Simples — R$ 30 (inteira) | R$ 15 (meia-entrada)
- Vendas online: funarj.eleventickets.com
- Bilheteria do teatro: Terça a sexta, das 13h às 18h. Sábados, das 15h às 18h
- Classificação etária: 14 anos
- Duração: 110 minutos

