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Vivi Rosa leva instalação Manada à SP-Arte Rotas com Janaina Torres

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Com onze esculturas que investigam os limites entre a singularidade individual e a presença do grupo, a artista visual Vivi Rosa estreia na representação da Janaina Torres Galeria com a instalação solo Manada durante a SP-Arte Rotas 2026.

A pesquisa escultórica de Vivi Rosa parte do comportamento físico dos materiais para tensionar noções de obsolescência, reparo e memória. Ao ocupar o estande F01 da SP-Arte Rotas, a artista paranaense radicada na capital paulista apresenta um conjunto de obras com 1,50 metro de altura que articulam uma experiência visual e corporal direta com o público visitante da feira.

O reuso não é só material: é filosófico. É a recusa da obsolescência. É a recusa de aceitar que o que foi ferido deve ser descartado.

A matéria urbana como vocabulário filosófico

O processo construtivo da artista baseia-se no desenvolvimento de uma massa autoral moldável na qual cerca de 70% da composição provém de descartes urbanos e industriais. Entre os componentes reunidos no Ateliê Casa Ondina estão pós de vidro triturados de cooperativas, retalhos têxteis de ateliês de moda, limalhas de chaveiros e resíduos de serralheria, aglutinados com cimento, pigmentos e cola.

Essa formulação resulta em texturas e pesos que se aproximam visualmente de matérias tradicionalmente consagradas no cânone artístico, como bronze, madeira maciça, pedra e cerâmica. O procedimento questiona as hierarquias estéticas e os ciclos econômicos de produção e descarte, operando sob o conceito poético do “contramoldar” — método em que o tempo de cura e a resistência física da matéria orientam a ação física do corpo da artista.

Reconhecimento institucional internacional

A exibição na feira ocorre após um ciclo de expansão da circulação institucional do trabalho de Vivi Rosa. A artista foi indicada e figurou como finalista do LOEWE FOUNDATION Craft Prize 2026 com a obra Ressonância, exibida na National Gallery Singapore e posteriormente integrada ao acervo definitivo da fundação internacional.

Com trajetória que inclui passagens prévias pela marcenaria, moda e teatro, a artista autodidata estrutura a série Rebanho a partir de memórias sensoriais formativas da infância rural, combinando invenção técnica e investigação formal contínua.

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