Ícone do site Aurora Cultural

Chumbo persegue swell histórico e mira novo recorde

Chumbo persegue swell histórico e mira novo recorde

Em mar extremo entre SC e RJ, Lucas Chumbo surfou ondas gigantes e pode ter quebrado novo recorde brasileiro no big wave

Instagram
Siga o Aurora Cultural no Instagram
Seguir @auroraculturalportal

Um swell raro, impulsionado pela formação de um ciclone no oceano, transformou o litoral brasileiro em um cenário de alto risco — e oportunidade histórica. Foi nesse contexto que Lucas Chumbo iniciou uma verdadeira caçada por ondas gigantes, cruzando o país em menos de 24 horas e surfando algumas das maiores condições já vistas no Brasil.

O movimento do mar não apenas mobilizou surfistas de elite, como também causou impactos reais na costa, com ressaca intensa, avanço do mar sobre estruturas e registros de danos em diferentes regiões. Ainda assim, para quem vive o surfe de ondas grandes, era o tipo de janela que não se pode perder.

Laje da Jagua entra em cena

A primeira parada de Chumbo foi na Laje da Jagua, em Jaguaruna, Santa Catarina — um dos picos mais respeitados do país quando o assunto é onda grande. A formação rochosa, localizada a cerca de cinco quilômetros da costa, só funciona plenamente em condições extremas. E foi exatamente isso que o swell entregou.

Para chegar até lá, o atleta enfrentou uma logística intensa. Saiu do Rio de Janeiro na segunda-feira (18), desembarcou em Florianópolis perto da meia-noite e chegou em Jaguaruna por volta das 3h da manhã. Duas horas depois, já estava de pé, organizando equipamentos e alinhando a entrada no mar.

O esforço valeu. As ondas quebraram com força e tamanho impressionantes, criando um dos dias mais marcantes da história recente do pico. Chumbo, conhecido pela abordagem agressiva e progressiva no big wave surfing, protagonizou descidas críticas e linhas ousadas mesmo sob condições extremas.

“Session incrível que a gente teve em Jaguaruna, com certeza uma das maiores ondas do Brasil, se não a maior. Um dia que começou diferente, a primeira onda já foi uma onda gigantesca, tomei ela na cabeça, jet que virou, mas deu tudo certo, a gente conseguiu voltar e ter uma sessão incrível histórica na Jaguaruna de novo”

A corrida contra o swell

Mas a missão não parou em Santa Catarina. Com a ondulação avançando pelo litoral, Chumbo decidiu seguir o swell e voltou imediatamente ao Rio de Janeiro. O objetivo era claro: surfar novamente as mesmas condições, agora em outro cenário igualmente desafiador.

O destino foi a Laje do Gardenal, na Barra da Tijuca — conhecida como a “Teahupoo carioca”. O apelido não é exagero. A onda quebra sobre uma bancada rasa de pedras e exige uma combinação perfeita de fatores para funcionar: maré, vento, direção do swell e tamanho.

Quando tudo se alinha, o resultado são tubos pesados e perigosos, comparáveis às ondas do Taiti, palco da elite mundial do surfe. E dessa vez, as condições encaixaram.

Ao lado de nomes como Pedro Scooby, e com apoio de jet skis nas Ilhas Tijucas, Chumbo encarou mais uma sessão intensa — daquelas que entram direto para a memória do esporte.

“Foi uma onda que eu sempre sonhei em surfar desse jeito. Sempre quis desbravar ela dessa forma e esse dia aconteceu perfeitamente. As condições foram perfeitas, o swell estava muito encaixado e meus pilotos estavam excelentes, então tudo se encaixou para rolar aquela onda dos sonhos. Aquela onda realmente é a Teahupoo brasileira, a Teahupoo carioca”

Recorde no horizonte

A sequência de sessões em alto nível reacende uma possibilidade concreta: um novo recorde brasileiro de ondas gigantes. Chumbo já detém a marca da maior onda surfada no país, e o swell desta semana pode ter elevado esse patamar.

Mais do que números, a missão reforça a consistência do atleta em cenários extremos e sua capacidade de leitura do oceano — elementos fundamentais no universo do big wave.

Ao mesmo tempo, evidencia o potencial do Brasil como campo de treinamento para ondas grandes, com variedade de picos e condições que desafiam até os surfistas mais experientes.

“O Brasil é um lugar que a gente pode falar que tem ondas grandes, gigantes. Talvez não como Nazaré, mas temos condições incríveis para treinar. Aqui conseguimos surfar diferentes tipos de onda e condições extremas, então chegamos preparados para qualquer missão”

Parceira de longa data, a Mormaii acompanha o atleta em mais um capítulo marcante, reforçando sua presença no universo esportivo e na trajetória de nomes que expandem os limites dentro e fora da água.


Serviço


Chumbo persegue swell histórico e mira novo recorde
Foto: Divulgação
Sair da versão mobile