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Documentário revela bastidores do drop de 70 m de Sandro Dias

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Foram 8 segundos de descida e mais de dez anos de preparação. Um documentário revela agora tudo o que aconteceu antes do salto que fez história no skate mundial.

A partir desta sexta-feira (25), o público conhece os bastidores completos. Estreia no SporTV às 23h30, no Globoplay e na Red Bull TV o documentário “Sandro Dias e a Maior Rampa de Skate do Mundo”, que acompanha a jornada do skatista até o Red Bull Building Drop.

Na ação, Sandro Dias desceu 70 metros pela fachada do Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), na capital gaúcha, e estabeleceu dois recordes mundiais, de altura e de velocidade, cravando 103,8 km/h em cima do skate.

O filme parte desse momento para contar o que foi preciso para chegar até ele.

Documentário revela bastidores do drop de 70 m de Sandro Dias
Foto: Joerg Mitter / Red Bull Content Pool

Uma lenda urbana que ganhou engenharia

A história começa bem antes da rampa existir. A fachada curva do CAFF era vista havia anos como a rampa perfeita pelos skatistas de Porto Alegre, uma lenda urbana que nunca tinha saído do imaginário da cidade.

O documentário mostra como essa ideia virou projeto, com engenharia, cálculo de segurança e um time multidisciplinar resolvendo, no papel e na prática, problemas que ninguém tinha enfrentado antes.

Rever toda a história é muito doido, porque quando a gente está envolvido fazendo a parada não tem noção do que é. São as imagens, os perrengues, os testes pela primeira vez. O filme como um todo me trouxe muita emoção.

Na tela, aparecem os coletes de mais de 40 kg usados para reproduzir a Força G, as sessões em alta velocidade para treinar o impacto no airbag de absorção, o skate montado e testado peça por peça, já que não existia um modelo pronto para o desafio, e cada drop em altura menor até a descida dos 70 metros.

O dobro do que os números pediam

“O mais difícil foi encarar cada teste pela primeira vez. Eu tinha os números do estudo na mão, de velocidade, de Força G, de impacto, e desde o início quis me preparar para o dobro do que o estudo dizia”, lembra o atleta.

“Quando eu batia a meta era uma felicidade, mas não era satisfação, porque eu precisava estar muito mais preparado do que aquilo. Cheguei a andar de skate a 136 km/h atrás do carro, era muita tensão.”


O medo que veio junto com a ideia

O filme também entra na cabeça do atleta. Sandro fala sobre o peso de encarar uma ideia tratada por anos como impossível, sobre o medo que veio junto e sobre a decisão de seguir em frente mesmo assim, em um registro bem próximo do que passou pela cabeça dele antes de cada descida.

“Já tive outras oportunidades de fazer um documentário, um livro, um filme sobre a minha vida, mas nunca achei que estivesse preparado. Dessa vez eu estava”, afirma.

“Ando de skate há 41 anos e isso não é aposentadoria, não é hora de parar, ainda quero fazer muita coisa. É um momento legal de mostrar um pouco da minha carreira e desse projeto maravilhoso que a gente realizou.”

O trailer já está disponível e dá uma prévia do tamanho da coisa.

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