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Estratégia inteligente de estoques pode gerar economia superior a US$ 12 milhões sem comprometer a operação industrial

Estratégia inteligente de estoques pode gerar economia superior a US$ 12 milhões sem comprometer a operação industrial

Reduzir custos na indústria sem colocar em risco a produção ou a segurança operacional é um dos maiores desafios das grandes organizações globais. Para Diogo Nakata Casagrande, consultor de Gestão de Cadeia de Suprimentos e especialista em logística internacional, o caminho para alcançar economias superiores a US$ 12 milhões passa pela otimização inteligente de estoques, aliando dados, análise preditiva e metodologias enxutas.

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Com mais de 14 anos de experiência em operações internacionais nos setores de energia e petroquímica, Diogo atua em uma empresa líder no setor de petróleo e gás liderando projetos estratégicos voltados à gestão de riscos, logística intercontinental, continuidade operacional e otimização de estoques. Segundo ele, o grande erro das empresas é tratar estoque apenas como segurança, quando, na prática, ele representa capital de giro imobilizado. “Estoque parado é dinheiro que deixa de gerar valor. Quando bem gerenciado, ele se transforma em eficiência operacional”, afirma.

A estratégia defendida por Diogo não envolve cortes indiscriminados, mas decisões baseadas em dados. Um dos pilares é a análise ABC, que classifica os itens conforme valor, giro e risco. Itens de alto valor recebem monitoramento rigoroso, enquanto estoques de baixo giro e baixo risco são reduzidos. “Não faz sentido tratar todos os materiais da mesma forma. A inteligência está em priorizar o que realmente impacta o negócio”, explica.

Outro ponto central é a melhoria na previsão de demanda, utilizando dados históricos e tendências de mercado para reduzir estoques preventivos excessivos. Aliada a isso, a implementação do modelo Just-in-Time permite sincronizar o recebimento de materiais com o cronograma de produção, diminuindo custos de armazenagem e depreciação. “A previsibilidade reduz a ansiedade operacional e elimina a necessidade de excesso de segurança”, destaca Diogo.

A estratégia inclui ainda a gestão de estoque pelo fornecedor (VMI), na qual parte da responsabilidade e do custo de manutenção é transferida aos parceiros, sem comprometer a disponibilidade de materiais. Para Diogo, parcerias bem estruturadas são fundamentais. “Quando fornecedor e operação trabalham como um único sistema, o ganho é compartilhado e sustentável”, pontua.

A redução dos lead times também exerce papel decisivo, por meio de negociações para entregas mais curtas e confiáveis, além da adoção de práticas de nearshoring, aproximando fornecedores e produção dos centros operacionais. “Quanto menor o tempo de resposta da cadeia, menor a dependência de estoques de segurança”, observa.

Mesmo com reduções significativas, a segurança operacional permanece preservada. A estratégia foca na eliminação de itens obsoletos, excessos de compra e estoques de baixo risco, enquanto auditorias regulares e inventários cíclicos garantem controle contínuo. “Reduzir estoque não é correr risco, é eliminar desperdício com responsabilidade”, afirma Diogo.

MBA em Data Science e Analytics pela USP/ESALQ, Diogo Nakata Casagrande defende que o futuro da logística passa pela integração entre dados, tecnologia e decisão humana. “Quem consegue transformar informação em ação cria vantagem competitiva mesmo em cenários de crise climática, geopolítica ou de suprimentos”, conclui.

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