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Brasil vira vitrine global e impulsiona feira de vinhos

Brasil vira vitrine global e impulsiona feira de vinhos

Com mais de 20 países e 400 marcas, Wine South America 2026 reforça o Brasil como hub estratégico do vinho e amplia conexões globais

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A Wine South America 2026 chega à Serra Gaúcha impulsionada por um dado decisivo: o Brasil se consolidou como o maior importador de vinhos da América do Sul. Esse movimento, refletido na feira que acontece de 12 a 14 de maio em Bento Gonçalves, ajuda a explicar a presença de mais de 20 países e mais de 400 marcas confirmadas para a edição.

O crescimento não é simbólico. Em 2025, o país importou US$ 558,7 milhões em vinhos, um aumento de 6,8% em relação ao ano anterior, com rótulos vindos de cerca de 40 origens. O impacto direto aparece no evento: produtores internacionais enxergam o Brasil como porta de entrada para expandir negócios em toda a América Latina.

Interesse global encontra consumidor brasileiro

Esse novo protagonismo muda o papel da feira. Mais do que exposição, a Wine South America se posiciona como plataforma de conexão estratégica entre mercados. A expectativa é de cerca de 2 mil reuniões comerciais ao longo dos três dias, reunindo importadores, distribuidores, varejistas e sommeliers.

Entre os destaques internacionais, a Itália amplia presença e aposta no consumidor brasileiro como eixo de crescimento. Atualmente, o país ocupa a quinta posição entre os maiores exportadores para o Brasil em valor, com US$ 49,2 milhões, além de apresentar aumento no ticket médio dos rótulos.

Na prática, essa estratégia se traduz em escala dentro da feira: mais de 30 empresas italianas e cerca de 300 rótulos estarão disponíveis, além de um espaço exclusivo organizado pela ICE – Agência para a Promoção no Exterior e a Internacionalização das Empresas Italianas.

Um mapa diverso de terroirs

A diversidade é outro eixo central da edição. Além da forte presença europeia, países como Argentina, Chile, França, Espanha, Austrália, África do Sul, Grécia, Geórgia, Nova Zelândia, Portugal e Uruguai também participam, ampliando o leque de estilos e origens disponíveis.

Ao mesmo tempo, o Brasil ganha protagonismo interno. A feira evidencia uma transformação silenciosa na vitivinicultura nacional, que deixa de ser concentrada apenas no Rio Grande do Sul e passa a incorporar novos territórios.

Estão confirmadas vinícolas de Santa Catarina, Goiás, Pernambuco, Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. Esse avanço revela não apenas diversidade climática e de terroirs, mas também um reposicionamento do vinho brasileiro no mercado.

Serra Gaúcha como centro estratégico

Sediada em Bento Gonçalves, a Wine South America se beneficia de um território simbólico para o setor. A cidade é considerada a capital brasileira do vinho e integra o Vale dos Vinhedos, uma das principais denominações de origem do país.

Nos arredores, Pinto Bandeira reforça ainda mais esse peso, com a primeira denominação de origem de espumantes do Novo Mundo. Esse contexto fortalece a escolha da região como palco de um evento que vai além da exposição e atua como articulador de negócios e tendências.

Organizada pela Milanez & Milaneze, subsidiária da Vinitaly, a feira também se posiciona como espaço de debate em um momento de incertezas regulatórias no setor. Mais do que vender, o encontro propõe diálogo estratégico entre os principais agentes da cadeia vitivinícola.


Serviço

Foto: Cesar Silvestro

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Foto: Divulgação
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