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Canabidiol entra no debate médico para conter agitação na demência

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O avanço no manejo de alterações comportamentais associadas a quadros demenciais impulsiona novas discussões clínicas sobre a aplicação terapêutica do canabidiol na rotina de cuidados neurológicos.

O controle de sintomas como agitação e agressividade em pacientes diagnosticados com demência é um dos principais desafios enfrentados por famílias e equipes de saúde. A busca por alternativas que assegurem estabilidade ao paciente sem sobrecarregar o organismo motiva a apresentação de dados clínicos e experiências terapêuticas em congressos médicos dedicados à neuropsiquiatria geriátrica.

Nosso direcionamento é desenvolver soluções que conciliem eficácia às necessidades do paciente ao longo do tratamento.

Manejo comportamental e adesão terapêutica

A discussão técnica sobre o tema é liderada pela neurologista Ana Luiza Felippelli, mestre em Neurociências pelo HC-FMRP, durante o simpósio focado na experiência com o fitocanabinóide. O encontro ocorre no âmbito do XIII Congresso Brasileiro de Alzheimer e do XII Congresso Brasileiro de Neuropsiquiatria Geriátrica, sediados no Espaço Center 3.

A iniciativa, promovida pela Prati-Donaduzzi, integra a estratégia da indústria farmacêutica de avaliar aspectos além da resposta clínica direta, priorizando a facilidade de administração e a diminuição de reações adversas em terapias contínuas voltadas ao sistema nervoso central.

De acordo com Christopher Ferrari, diretor de Prescrição Médica da empresa, a formulação de novas apresentações busca apoiar a regularidade do uso dos medicamentos prescritos ao longo do tempo.

Tecnologia aplicada ao cuidado contínuo

Além das discussões sobre canabidiol, o setor farmacêutico tem apostado em sistemas de liberação gradual para otimizar tratamentos já consolidados. Um dos exemplos adotados no portfólio para Alzheimer desde 2020 é o medicamento Elatium, composto por galantamina em formato de pellets, tecnologia desenvolvida para liberar o princípio ativo de forma progressiva no organismo.

Para a gerente de Prescrição Médica Juliana Mendes, os processos de inovação em saúde dependem da compreensão direta da rotina de quem recebe o cuidado, contemplando fatores como a tolerabilidade das substâncias e a simplificação das dosagens diárias.

Os debates nos encontros científicos ocorrem nos dias 28 e 29 de agosto, reforçando pesquisas voltadas a condições neurológicas e psiquiátricas como depressão, transtornos de ansiedade, esquizofrenia, epilepsia, transtorno bipolar, dor neuropática e enxaqueca.

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