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Alice Alves canta samba campeão da Estácio ao amanhecer

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A escolha do samba-enredo da Estácio terminou em cortejo pelas ruas ao amanhecer, com Alice Alves cantando o hino campeão ao lado da comunidade.

O dia já clareava quando a Estácio de Sá revelou o samba que levará para a Avenida no Carnaval 2027. Coube à Alice Alves, rainha de bateria, anunciar cantando o vencedor “É o Centenário da Paixão da Minha Vida”, da parceria de Samir Trindade e Cia. O momento encerrou uma disputa que atravessou a madrugada e emocionou quem acompanhava na quadra.

“É o Centenário da Paixão da Minha Vida” ecoou da quadra para as ruas, transformando o amanhecer em celebração coletiva.

A final começou na noite de sábado (8), reunindo os sambas concorrentes que disputavam o posto de hino oficial para um ano simbólico. Em 2027, a escola completa 100 anos, e a escolha do samba marca o início de uma preparação carregada de significado.

Quando a festa sai da quadra e ocupa a cidade

Após o anúncio, a comemoração ganhou as ruas do Centro. Bateria, componentes e torcedores seguiram cantando o novo samba, sambando e celebrando juntos os primeiros passos rumo ao desfile. O clima era de pertencimento e continuidade, com a comunidade assumindo o canto como seu.

A presença de Alice Alves reforçou essa conexão. Conhecida pelos figurinos elaborados, ela apostou em duas produções na noite: um vestido coberto de cristais e outro, usado com a bateria, com cerca de 5 quilos e mais de 12 metros de correntes. O impacto visual chamou atenção, mas foi na interação com os ritmistas e o público que a sintonia se consolidou.

Um centenário que olha para a origem

Com o samba definido, a escola inicia oficialmente a construção do desfile com o enredo “Centenário do Berço do Samba: Onde o Samba Virou Escola e o Brasil se Fez Carnaval”. A proposta resgata a trajetória da agremiação e seu papel na formação do samba como manifestação cultural estruturada.

O tema revisita a história do Estácio como ponto de origem de transformações decisivas no carnaval carioca. Ao mesmo tempo, conecta passado e presente, agora embalado por um samba que já nasce cantado em coro — dentro e fora da quadra.

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