Blocos afros invadem a Praça da Estação nesta sexta para abrir o Carnaval de Belo Horizonte com ritmos ancestrais, tema de prosperidade e combate ao racismo.
10 anos de resistência afro-brasileira
O Kandandu, Encontro de Blocos Afros de BH, celebra uma década em 2026. O evento honra Oxóssi, Orixá das Matas e da Fartura. Elementos como animais, plantas e frutos simbolizam prosperidade. Nesta sexta (13) e sábado (14), ritmos e cores tomam a praça.
Entrada gratuita. A Guarda Civil garante segurança. Programação completa no Portal Belo Horizonte.
Sexta-feira: Energia explode às 17h
Às 17h, Aguerê de Oxóssi Kaasius abre. Batucarte segue às 18h40. Arrasta Favela anima às 19h45. Tapa de Mina empodera às 21h40. Samba da Meia-Noite rola às 21h55.
Às 23h, banda Akatu agita com pagode. Tambolelê encerra à 0h45. DJ AfroKong aquece intervalos.
Sábado: Ritmos da ancestralidade
Mata Adentro inicia às 15h, com Jéssica Knowles e André Arturos. Afrodum sobe às 16h. Filhos de Zambi às 17h05. Rodriguinho brilha às 18h10.
Afro Magia Negra às 19h30. Sambadouro às 20h35. Swing Safado fecha às 23h30. DJ Black Josie nos intervalos.
“O que tem sido mais bonito na construção do Kandandu é justamente o sentido coletivo que move tudo isso. Desde o trabalho das equipes e o diálogo permanente na organização, até a relação próxima com os blocos, há um envolvimento muito verdadeiro. O Kandandu é sempre um marco importante para todos nós. Me emociona ver o quanto cada bloco afro de Belo Horizonte se prepara, se organiza e chega com brilho nos olhos, força, criatividade e energia para construir junto”, comemora Suellen Sampaio, diretora artística do Kandandu.
“Kandandu” significa abraço em kimbundu. Promove união ancestral. Blocos afros lutam contra racismo o ano todo.
Belotur e homenagens históricas
Evento homenageado pelo Ministério dos Direitos Humanos em 2018. Assembleia Legislativa reconhece Abafro-MG. Presidente da Belotur, Eduardo Cruvinel, exalta: “O Kandandu promove o diálogo com as raízes afro-brasileiras e evidencia a importância de preservar e valorizar essas expressões que ajudam a construir a identidade de Belo Horizonte”.
Estreia do selo BH Sem Racismo
Subsecretaria de Direitos Humanos ativa selo inédito no Carnaval de BH. Distribui materiais contra discriminação. Parceria com OIM combate xenofobia. Canais de denúncia em foco.
“Ao trazer essas ações para um dos polos mais vibrantes do Carnaval, o palco do Kandandu, a Prefeitura e seus parceiros não só educam e alertam os foliões como reafirmam a importância dos direitos humanos como parte inerente da experiência carnavalesca”. Ele aponta que o reforço de canais de denúncia e a distribuição de materiais informativos demonstram que políticas públicas podem e devem acompanhar de perto momentos de festa popular para garantir que a alegria seja vivida sem violência, discriminação ou exclusão. “Nesse sentido, a ativação do selo BH Sem Racismo no Carnaval representa um passo significativo para consolidar práticas antirracistas e que respeitam a inclusão nas ruas da capital mineira”, diz Gabriel Souza, diretor de Políticas de Reparação e Promoção da Igualdade Racial.
Foto: Pablo Bernardo/Acervo Belotur
