A juventude e a ancestralidade se encontraram na quadra da verde e rosa durante a escolha do hino oficial, onde a força dos ventos começou a ditar o ritmo da escola para a próxima temporada na Avenida.
Aos 9 anos, a atriz mirim e musa Lua Miranda foi o grande destaque do espetáculo de abertura da final de samba-enredo da Mangueira. A jovem protagonizou a cena “A Menina dos Olhos de Oxalá”, uma performance focada na leveza e no simbolismo dos ventos.
Oyá surge ainda menina, brincando com os ventos e revelando a leveza e a espontaneidade próprias da infância, sem deixar de transmitir força.
Preparada pelo diretor artístico Fábio Batista e pelo Elenco Show, a apresentação encontrou sua base narrativa no Itan de Oxalá e Iansã. O conto milenar relata o momento exato em que a divindade auxilia Oxalá a atravessar a floresta, marcando a união de diferentes energias.
Toda a concepção cênica funcionou como um prelúdio para o Carnaval de 2027. A exibição estabeleceu a primeira conexão física do público com “OYÁ, POR NÓS!”, revelando aos torcedores as nuances do enredo que ditará o compasso da agremiação.

O movimento das borboletas e a identidade visual
Após cumprir seu papel na abertura oficial, a pequena musa retornou ao centro da quadra para celebrar ao lado das demais representantes da escola. A transição de cena exigiu uma nova linguagem estética, expressa diretamente no vestuário.
Ela surgiu vestindo uma criação exclusiva do estilista Daniel Zarmanno. O vestido rosa, detalhado por borboletas verdes, estendeu a narrativa dos palcos para o convívio com a comunidade.
Na construção visual, as borboletas carregam o significado de transformação e liberdade. O movimento constante dos adornos dialoga com as lufadas de vento de Oyá, consolidando o espaço de Lua no universo do samba ao unir o lúdico da infância à grandiosidade do Carnaval.


