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Luana Bandeira cobra valorização financeira das mulheres no Carnaval

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A falta de remuneração financeira para mulheres em posições de destaque nas agremiações acende o debate sobre os custos reais da preparação artística e a urgência de profissionalizar as relações de trabalho no Carnaval.

A presença feminina nas escolas de samba nem sempre vem acompanhada de reconhecimento financeiro. A questão foi trazida à tona pela artista Luana Bandeira durante sua participação no episódio 22 do podcast B.A.R.C.A.S.T., produzido pelo canal Xiado Carioca. Com trajetória construída como rainha de bateria e destaque performática, a passista abordou as dificuldades enfrentadas ao longo da carreira e defendeu contratos e trocas mais equilibrados no setor cultural.

A nossa troca com a escola de samba precisa ser justa, já que o nosso cargo não tem remuneração

Luana Bandeira cobra valorização financeira das mulheres no Carnaval
Foto: Divulgação

O investimento invisível dos bastidores

Durante a conversa, a artista pontuou que muitas mulheres dedicam tempo, esforço e recursos próprios para representar as agremiações, sem receber salário ou auxílio pelos postos que ocupam. Além dos desfiles na Sapucaí, os custos para apresentações externas e shows de rotina sobrecarregam o orçamento individual de quem atua na folia.

Entre os gastos recorrentes citados pela profissional estão figurinos completos, calçados adequados, cabelo e maquiagem. Uma fantasia para show pode custar cerca de R$ 1.500, enquanto uma sandália específica atinge a faixa de R$ 400. A conta final ainda inclui a produção de unhas e itens como lace.


https://youtu.be/GRvTJPhGjFg?is=CJ6Q0kE_GVoXZXy3

A conta entre os cachês e a realidade

Ao confrontar os investimentos exigidos com os valores praticados pelo mercado, a passista questionou propostas financeiras desproporcionais. “Aí você acha que você vai me chamar pra um show de 200 reais, gente? Não”, declarou ao exigir remunerações alinhadas aos custos e ao nível de dedicação de cada apresentação.

Para a artista, a profissionalização do setor exige organização coletiva entre os trabalhadores da cultura popular. O estabelecimento de parâmetros claros para cachês e o reconhecimento do trabalho prestado dentro e fora da avenida são apontados por ela como passos fundamentais para reestruturar a cadeia produtiva do samba.

A entrevista também cobriu a caminhada artística de Luana Bandeira, lembrando sua passagem como rainha de bateria da Estácio e seu desempenho como destaque performática da Unidos do Viradouro. A íntegra do debate sobre a cultura popular e os desafios da carreira no samba está disponível no canal Xiado Carioca no YouTube.

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