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Salgueiro e UFRJ unem barracão e arte acadêmica até o Carnaval de 2027

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Estudantes da Escola de Belas Artes da UFRJ integram a linha de produção de alegorias e figurinos no barracão do Acadêmicos do Salgueiro em projeto de extensão até o Carnaval de 2027.

A preparação para os próximos desfiles ganhou um reforço acadêmico no barracão do Acadêmicos do Salgueiro. Cerca de 35 alunos da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vivenciam a rotina de criação do espetáculo, acompanhando de perto a confecção de estruturas e vestimentas que passarão pela avenida até o Carnaval de 2027.

Essa parceria está no DNA do Salgueiro. Foi graças ao Pamplona que começou essa ponte entre as duas academias, a Academia do Samba e a Academia de Belas Artes.

Salgueiro e UFRJ unem barracão e arte acadêmica até o Carnaval de 2027
Foto: Thaynara Andrade / GRES Acadêmicos do Salgueiro

Resgate histórico da ligação entre o samba e as artes plásticas

Idealizada por professores da universidade em conjunto com o carnavalesco Jorge Silveira, a iniciativa promove o aprendizado prático em múltiplos setores produtivos. Os estudantes alternam atividades em áreas fundamentais do processo carnavalesco, garantindo contato direto com o desenvolvimento técnico do projeto:

O projeto também retoma um vínculo histórico construído nos anos 1960 por Fernando Pamplona, quando o diálogo entre a formação universitária e os barracões de samba transformou as produções visuais da folia carioca. Para a liderança artística da vermelho e branco, reatar essa ponte representa um retorno às origens conceituais da agremiação.

Salgueiro e UFRJ unem barracão e arte acadêmica até o Carnaval de 2027
Foto: Thaynara Andrade / GRES Acadêmicos do Salgueiro

Do aprendizado em ateliê à execução em projetos reais

Diferente dos ensaios em laboratórios acadêmicos, a dinâmica no barracão insere os alunos no ritmo real de execução das peças. Jorge Silveira destaca que os participantes trabalham diretamente em elementos que farão parte da apresentação oficial, enfrentando os desafios materiais da confecção em grande escala.

A presença da turma carrega um valor simbólico para a trajetória do próprio carnavalesco. Ex-aluno da instituição, ele orienta os jovens sobre as etapas criativas, retribuindo a formação adquirida ao abrir as portas para uma nova geração de profissionais do Carnaval.


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