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De R$ 25 a R$ 15 mil: feira expõe extremos da cachaça

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Uma mesma bebida, dois extremos: da garrafa acessível à peça de coleção com diamante, a cachaça expõe seu alcance no maior evento do setor no país.

A partir de 6 de agosto, Belo Horizonte recebe a Expocachaça, feira que reúne desde rótulos de R$ 25 até exemplares que chegam a R$ 15 mil. No topo da lista está a Extra Premium Diamond 21, produzida em Ivoti (RS), envelhecida por 21 anos e apresentada com um diamante cravado na embalagem. A versão sem a pedra custa R$ 10 mil.

“Pode ser comparada aos grandes conhaques do mundo”

Segundo o expositor Marcelo Pelisson, a linha Weber Haus Extra Premium segue um processo longo: seis anos em barris de carvalho francês e mais seis em bálsamo. A produção é limitada, voltada a um público que inclui colecionadores e apreciadores exigentes.

Entre tradição e luxo no mesmo balcão

A presença de rótulos de alto valor não elimina o caráter democrático da bebida. A feira mantém opções acessíveis e amplia o alcance do produto brasileiro. Para Pelisson, participar do evento é estratégico: Minas Gerais concentra um público consumidor relevante e mantém forte tradição no setor.

A organização estima que a edição movimente cerca de R$ 30 milhões, impulsionada por negócios, lançamentos e conexões entre produtores, distribuidores e compradores.

O peso de Minas no mapa da cachaça

O protagonismo da feira acompanha os números do estado. Segundo o Anuário da Cachaça 2025, Minas Gerais concentra 501 dos 1.266 estabelecimentos registrados no Brasil, o equivalente a 39,6%. Também lidera em produtos cadastrados, com 2.492 rótulos.

Criada para fortalecer a cadeia produtiva da cachaça de alambique, a Expocachaça reúne produtores rurais, fabricantes, fornecedores e especialistas em um ambiente voltado a negócios e conhecimento. A programação inclui ainda a 19ª Brasil Bier e a 4ª edição do Minas + Doce.

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