No Dia do Imigrante Italiano, em 21 de fevereiro, a cidadania italiana volta ao centro do debate como direito histórico e legado de milhões de famílias no Brasil.
A data relembra a chegada de mais de 1,5 milhão de italianos ao país entre o fim do século XIX e o início do século XX. Esse fluxo ajudou a formar pilares econômicos, culturais e sociais em diferentes regiões. Hoje, estima-se que cerca de 30 milhões de brasileiros tenham ascendência italiana, número que mantém o tema vivo no cotidiano de famílias que buscam reconectar passado e presente.
Por que a cidadania virou um símbolo de legado
Para muitos descendentes, reconhecer a cidadania não significa apenas concluir um processo jurídico. Na prática, trata-se de recuperar histórias familiares, reforçar a identidade cultural e garantir um direito transmitido entre gerações. Ao mesmo tempo, a documentação abre portas para novos projetos de vida, estudo e trabalho na Europa, em um cenário cada vez mais global.
Pela legislação italiana, o reconhecimento está baseado no jus sanguinis (direito de sangue). Isso permite que descendentes de italianos, sem limite de gerações, possam solicitar o reconhecimento, desde que cumpram os requisitos legais. Nos últimos anos, o interesse cresceu de forma consistente, impulsionado pela busca por mobilidade internacional, segurança jurídica e acesso facilitado aos países da União Europeia.
Orientação e transparência no processo
Para Vinícius Gama, sócio fundador da Pátria Cidadania, a celebração também reforça a responsabilidade de orientar famílias nesse reencontro com as origens. “A cidadania italiana não é um benefício criado agora, é um direito histórico. Nosso trabalho é ajudar as famílias a reconhecerem esse legado, com seriedade, transparência e respeito à trajetória dos seus antepassados”, afirma.
“A cidadania italiana não é um benefício criado agora, é um direito histórico. Nosso trabalho é ajudar as famílias a reconhecerem esse legado, com seriedade, transparência e respeito à trajetória dos seus antepassados” — Vinícius Gama, sócio fundador da Pátria Cidadania
Segundo ele, a atuação da empresa busca ir além da condução técnica dos processos, com atenção à singularidade de cada trajetória. “Cada cliente traz uma herança única. Quando falamos em cidadania, falamos de pertencimento, de identidade e de abrir caminhos para as próximas gerações. É isso que nos motiva diariamente”, completa Gama.
A marca italiana no Brasil segue visível
A presença italiana permanece evidente em estados como São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde comunidades de descendentes ajudaram a moldar costumes, gastronomia e expressões populares. Dados históricos e demográficos apontam que o Brasil abriga a maior população de descendentes de italianos do mundo, superando o próprio número de habitantes da Itália.
Além disso, o país responde por uma parcela relevante dos pedidos de reconhecimento de cidadania italiana feitos anualmente. O movimento reforça como o tema deixou de ser apenas uma lembrança de imigração e passou a representar, para muitas famílias, uma forma de preservar raízes e planejar o futuro com mais opções.
Ao marcar o Dia do Imigrante Italiano, a Pátria Cidadania afirma que o compromisso é transformar memórias familiares em direitos reconhecidos, conectando passado, presente e futuro por meio da cidadania europeia e da valorização das origens italianas que ajudaram a construir o Brasil.
Foto: Divulgação
