Relatos pessoais, dados médicos e decisões difíceis dividiram espaço em um encontro que expôs o quanto a fertilidade ainda é cercada por silêncio e desinformação.
Influenciadoras, especialistas e pacientes se reuniram durante o evento “Fertilidade também se conversa”, promovido pela Merck, na Casa Cosy, em São Paulo. A proposta foi ampliar o debate sobre planejamento reprodutivo, abordando desde infertilidade até congelamento de óvulos e preservação da fertilidade em pacientes oncológicos.
Com mediação de Fernanda Vilarrodona, o encontro foi dividido em três painéis e trouxe diferentes perspectivas sobre o tema. Influenciadoras como Carol Moreira e Marcela Ceribelli compartilharam experiências pessoais ao lado de médicos especialistas.
“Fertilidade não é só uma questão médica; é também uma história de parceria.”
Entre expectativa e realidade na tentativa de engravidar
O primeiro painel discutiu os desafios enfrentados por mulheres que tentam engravidar e, ao mesmo tempo, recorrem ao congelamento de óvulos como alternativa futura. A ginecologista Dra. Paula Ferreiro explicou exames como o antimulleriano, usado para avaliar a reserva ovariana.
Carol Moreira relatou a frustração ao perceber que o processo não era tão simples quanto imaginava. Já Marcela Ceribelli destacou que sua experiência com o congelamento foi mais tranquila do que o imaginado.
Quando o diagnóstico de câncer cruza com o desejo de ter filhos
O segundo painel abordou a relação entre oncologia e fertilidade. Participaram Dr. Giuliano Bedoschi, José Carlos Sadalla e Evelin Scarelli, discutindo a importância do encaminhamento precoce para especialistas em reprodução humana.
Segundo os especialistas, esse acompanhamento permite orientar pacientes sobre os impactos dos tratamentos oncológicos e as possibilidades de preservação da fertilidade antes do início das terapias.
Fertilidade também é responsabilidade masculina
O último painel trouxe o papel dos homens na investigação da infertilidade. O urologista Dr. Daniel Zylberstejn destacou que fatores masculinos podem estar presentes em até 50% dos casos.
O casal Ana Elisa Gurita e Diego de Andrade Lopes compartilhou a experiência da investigação conjunta, que revelou tanto baixa reserva ovariana quanto varicocele — uma das principais causas de infertilidade masculina.
Informação ainda é o principal gargalo
A campanha “Fertilidade também se conversa”, lançada em 2025, se baseia em dados do IPEC que apontam desconhecimento generalizado sobre o tema. Mais da metade das mulheres nunca ouviu falar em preservação da fertilidade, e 86% desconhecem opções durante tratamentos oncológicos.
A nova fase da iniciativa busca ampliar esse debate, com foco no acesso à informação e no planejamento reprodutivo como ferramenta de autonomia.
https://www.fertilidadeseconversa.com.br/




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