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Feijoada do Juca fecha o Mês da Mulher com samba

No dia 28/3, Diego Domingues comanda roda de samba no Boteco Capadócia enquanto Juca serve feijoada de feijão vermelho orgânico de Minas Gerais.

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O samba suburbano chega com feijoada para encerrar o Mês da Mulher em grande estilo. No sábado, 28 de março, a Feijoada do Juca inaugura sua temporada 2026 no Boteco Capadócia, em Marechal Hermes, Zona Norte do Rio de Janeiro. A partir das 12h30, o sambista Diego Domingues e sua banda tomam conta da tarde com um repertório capaz de emocionar todas as gerações.

Um sambista abençoado pelo Cacique de Ramos

Diego Domingues é músico, cantor e compositor carioca da gema. Sua trajetória foi moldada nos lendários Pagode da Tia Doca e Beco do Rato, palcos que formaram gerações de sambistas. O reconhecimento veio de forma especial: ele recebeu homenagem no Cacique de Ramos, o “Templo do Samba”, com diploma de sambista, atestando a força de seu talento.

Afilhado musical do renomado cantor e compositor Marquinho Sathan, Diego já dividiu palco com nomes como Raça Negra, Bom Gosto, Revelação, Mumuzinho e Délcio Luiz. Instrumentista completo, ele domina o cavaquinho, o banjo e a percussão desde os 16 anos de idade.

A expectativa é de uma tarde de sábado animado, ainda em tempo de festejar o mês das mulheres, marcado pelo samba suburbano bem no coração da nossa cidade. Será um repertório envolvente e clima de celebração. Um dia repleto de sucessos, emoção e muita conexão com o público.

O feijão vermelho que veio de Minas Gerais

A estrela gastronômica do evento é a feijoada de feijão vermelho orgânico, ingrediente que chega direto de uma plantação mineira, livre de agrotóxicos e produtos químicos sintéticos. A escolha é do próprio Felipe Chaves, o Juca, cria de Bento Ribeiro e Oswaldo Cruz, com mais de 35 anos de experiência em gastronomia — de garçom a maître, sempre apaixonado pela cozinha.

Foi sua nora, Juliana, quem o apresentou ao feijão vermelho mineiro de alta qualidade. A partir daí, a ideia de levar o prato elogiado por toda a família ao público do Capadócia tomou forma. Servida em buffet à vontade, a feijoada promete reunir amigos e famílias num clima genuíno de confraternização.

Há pouco tempo minha nora Juliana me apresentou um feijão vermelho de ótima qualidade, que vem direto de uma plantação de Minas Gerais. É orgânico, cultivado sem o uso de produtos químicos sintéticos. Foi aí que me veio à ideia de propor ao dono do Capadócio uma tarde de sábado com samba e feijão vermelho.

Uma tradição que atravessa séculos

O feijão vermelho tem raízes ancestrais na América do Sul — cultivado há milênios em regiões como Peru, Argentina e México. No Brasil, consolidou-se como ingrediente fundamental na cultura gastronômica de Minas Gerais, especialmente na Zona da Mata e no Campo das Vertentes. Seu consumo remonta aos tropeiros do século XVIII, que dependiam de alimentos duráveis em suas longas jornadas.

Já a feijoada brasileira, embora associada ao período da escravidão como origem mais provável, é uma adaptação dos guisados europeus de carne que se popularizou no Rio de Janeiro. Juca respeita a tradição, mas aposta numa variação saborosa: “É uma comida que provoca a confraternização ideal para reunir a família e amigos. A intenção é o evento virar um ponto de encontro e reencontro uma vez no mês”, ressalta.

Ambiente familiar com produção profissional

O evento conta com a produção da Gleyci Oliva e a organização compartilhada com Luan Augusto, filho de Juca. O Boteco Capadócia tem capacidade para 150 pessoas, em um ambiente descrito como agradável, seguro e com cerveja gelada, aberto a um público diverso.


Serviço

Foto: Divulgação

Feijoada do Juca fecha o Mês da Mulher com samba
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