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Feijoada e samba celebram a África no subúrbio do Rio

Feijoada e samba celebram a África no subúrbio do Rio

Com feijão vermelho orgânico e roda de samba ao vivo, a Feijoada do Juca volta a Marechal Hermes no dia 17 de maio para celebrar o mês da cultura africana.

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O subúrbio carioca tem endereço e hora marcados para o samba neste mês de maio. No próximo domingo, dia 17, a partir das 13h, o Boteco Capadócia, em Marechal Hermes, recebe a segunda edição da Feijoada do Juca — um evento que une gastronomia afetiva, roda de samba e celebração da cultura africana em um único quintal.

A escolha da data não é por acaso. Maio é o mês dedicado à valorização da cultura africana no Brasil, e a proposta da Feijoada do Juca nasce justamente desse espírito: reunir pessoas em torno de tradições que atravessam gerações, da cozinha ao ritmo.

Diego Domingues leva o samba de raiz para Marechal Hermes

A programação musical fica por conta do sambista Diego Domingues, afilhado artístico de Marquinho Sathan. Com passagens por espaços que são referência no samba carioca — como o Pagode da Tia Doca e o Beco do Rato —, Diego é presença constante nas rodas da cidade, banjo em punho, com um repertório que transita entre clássicos do gênero, samba de raiz e os sucessos do pagode.

Cantor, compositor e instrumentista, ele carrega uma trajetória construída no chão das rodas. Recentemente, se apresentou no Espaço Arlindo Cruz, em Realengo, experiência que marcou fundo.

Tive o prazer de conhecer o Espaço Arlindo Cruz, onde, com minha rapaziada, fizemos o nosso melhor naquele lugar sagrado e batizado pelo mestre Arlindo Cruz.

A feijoada que carrega história e cuidado em cada detalhe

Por trás do fogão está Felipe Chaves, o Juca — criado entre Bento Ribeiro e Oswaldo Cruz, com mais de 35 anos de experiência no setor gastronômico. Sua feijoada foge um pouco do convencional: é preparada com feijão vermelho e ingredientes orgânicos trazidos de Minas Gerais, servida em sistema de buffet liberado.

A proposta tem alma de projeto. Juca quer transformar o evento em um ponto de encontro mensal no subúrbio, onde gastronomia e música dividam o mesmo espaço com naturalidade.

A ideia é criar um ponto de encontro mensal, onde as pessoas possam celebrar, se reencontrar e aproveitar um samba de qualidade com um prato feito com carinho.

A produção do evento é assinada por Gleyci Oliva, com organização de Juca e Luan Augusto. A capacidade é de 150 pessoas, e os ingressos têm valor acessível — o que reforça o caráter popular e inclusivo da iniciativa.

Mais do que uma festa, a Feijoada do Juca é um gesto de resistência cultural. Em Marechal Hermes, o subúrbio carioca mostra, mais uma vez, que não precisa do Centro nem da Zona Sul para fazer samba de verdade.


Serviço


Feijoada e samba celebram a África no subúrbio do Rio
Foto: Divulgação
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