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Feira do Mel de SC supera marcas e movimenta 55 toneladas em 4 dias

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A 25ª Feira do Mel de Santa Catarina terminou com um resultado que chama atenção até mesmo dentro de um setor acostumado a crescer: foram cerca de 55 toneladas de mel comercializadas em quatro dias, um novo recorde para o evento realizado no Largo da Alfândega, em Florianópolis.

Entre os dias 10 e 13 de junho, aproximadamente 55 mil visitantes circularam pelos estandes, consolidando a feira como a principal vitrine da apicultura e meliponicultura no Brasil. O volume supera o desempenho de 2024, quando as vendas ficaram em torno de 54 toneladas, e reforça a força do setor no estado.

Recorde reforça protagonismo catarinense

Reconhecida nacionalmente, a Feira do Mel não é apenas um espaço de comercialização. Ela funciona como termômetro da produção apícola e da conexão direta entre produtores e consumidores. Nesta edição, 37 estandes e sete associações representaram cerca de 300 produtores de diferentes regiões de Santa Catarina.

A estrutura e a diversidade de participantes evidenciam a organização do setor no estado, que reúne mais de 13 mil apicultores e aproximadamente 359 mil colmeias. Esses números ajudam a explicar por que Santa Catarina mantém uma posição de destaque na produção de mel no país.

A realização do evento envolveu uma ampla rede institucional, com organização da FAASC, Epagri, Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária e Prefeitura de Florianópolis, além do apoio do Sebrae/SC, Senar, Cidasc e UFSC.

Preço estável e acesso ampliado

Um dos fatores que contribuíram para o alto volume de vendas foi a manutenção do preço do mel multifloral, comercializado a R$ 40 o quilo, o mesmo valor praticado no ano anterior. A estabilidade facilitou o acesso do público e incentivou compras diretas dos produtores.

Esse modelo de venda aproxima consumidor e produtor, reduz intermediários e valoriza a produção local. Ao mesmo tempo, fortalece a agricultura familiar, que tem papel central na cadeia produtiva do mel em Santa Catarina.

O resultado prático foi percebido no fluxo constante de visitantes e na rápida saída dos produtos, consolidando o evento como um espaço eficiente tanto para negócios quanto para divulgação do setor.

Inovação amplia possibilidades do mel

Se o volume de vendas impressiona, a diversidade de produtos apresentados mostra um setor em transformação. A edição deste ano destacou lançamentos que vão além do consumo tradicional do mel.

Entre as novidades estavam cervejas produzidas com méis catarinenses, hidromel gaseificado de maracujá e um energético de limão com própolis. As criações revelam um movimento claro de inovação e busca por novos mercados.

Ao explorar diferentes formatos e combinações, os produtores ampliam o alcance dos produtos apícolas e atraem novos perfis de consumidores, incluindo aqueles que antes não tinham o hábito de consumir mel regularmente.

Experiência além da compra

A programação da feira foi pensada para ir além da comercialização. O público teve acesso a atividades educativas e interativas, que ajudaram a aprofundar o conhecimento sobre o universo das abelhas e da produção de mel.

Entre os destaques estiveram as degustações orientadas, demonstrações sobre como identificar mel verdadeiro e falso e a exposição de colmeias de abelhas sem ferrão. Essas ações contribuíram para aproximar o consumidor da realidade da produção.

Também fizeram parte da programação a distribuição de mudas de plantas nativas, uma mostra de pinturas produzidas por crianças e adolescentes do projeto Bairro Educador, da Prefeitura de Florianópolis, e o sorteio de cestas com produtos da feira.

Impacto econômico e cultural

A combinação de negócios, inovação e educação posiciona a Feira do Mel como um evento estratégico para o setor. Mais do que movimentar vendas, ela fortalece a imagem da apicultura catarinense e amplia o reconhecimento público sobre a importância das abelhas.

O impacto se estende para além dos dias de evento. Ao gerar visibilidade, estimular o consumo e incentivar a diversificação de produtos, a feira contribui para a sustentabilidade econômica de centenas de produtores.

Esse ciclo, que conecta produção, conhecimento e mercado, ajuda a consolidar Santa Catarina como referência nacional na área e mantém a Feira do Mel como um dos principais encontros do segmento no país.


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