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Festival em Ceilândia amplia cena periférica com Don L e Ebony

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Ceilândia se transforma em um polo de criação e circulação cultural ao receber a 8ª edição do Festival Elemento em Movimento, que articula música, formação e economia criativa em uma agenda gratuita.

O Festival Elemento em Movimento anunciou o primeiro line-up de 2026 com nomes como Don L, Ebony e o colombiano Yobanoty, primeiro artista internacional da história do evento. A programação ainda reúne TokioDK, Isa Marques, Puro Suco e um encontro entre Câmbio Negro, Thaíde e Zé Brown, além de Pratanes, Kirá e a Candangaria, Grupo Expressão, Subconsciente + Coktel Molotov, Belladona e a Batalha do Neurônio, com Jotapê, DJ Kalm e DJ Ketlen.

Nossa cultura é resultado da força, da criatividade e da resistência dos povos africanos e indígenas que construíram este território

A edição de 2026 se orienta pelo conceito de Améfrica Ladina, formulado por Lélia Gonzalez, que reconhece a centralidade das matrizes africanas e indígenas na formação cultural do continente. A curadoria amplia conexões entre territórios e reforça a presença latino-americana na cultura urbana.

“A presença de artistas de outros países fortalece esse encontro de experiências e celebra um legado ancestral que continua vivo na música, na arte e na cultura”, afirma Antônio de Pádua, coordenador-geral do festival.

Entre formação e palco, a cidade vira circuito cultural

A programação se divide em dois momentos. De 2 a 4 de setembro de 2026, a Conferência Diálogos em Movimento ocupa a Praça do Cidadão com workshops, painéis e rodas de conversa voltadas a artistas e produtores culturais.

Já nos dias 5 e 6 de setembro de 2026, os shows acontecem na Praça do Trabalhador, com três palcos simultâneos: Elemento, Baile e Underground. A proposta é atravessar diferentes linguagens, gerações e sonoridades da produção periférica brasileira.

Cultura como economia e futuro

Além dos shows, o festival articula ações de formação, geração de renda e fortalecimento da identidade cultural. A iniciativa também incorpora práticas de acessibilidade, sustentabilidade e empreendedorismo periférico ao longo do ano.

Com o tema “Sem Perder a Ternura”, a edição propõe refletir sobre cuidado coletivo e bem viver dentro da cultura urbana, consolidando a periferia como território de inovação e transformação social.

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