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Festival Odoyá leva cultura afro-brasileira à França

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A cultura afro-brasileira ganha protagonismo fora do país com a quarta edição do Festival Odoyá, que transforma Saint-Ouen em um ponto de encontro entre tradição, arte e identidade.

Idealizado por Tom da Bahia, ex-jogador de futebol e produtor cultural, o Festival Odoyá acontece no dia 18 de julho, na comuna de Saint-Ouen, na Grande Paris. A expectativa é reunir cerca de 20 mil pessoas no espaço cultural La Serre Wangari, com entrada gratuita e mais de 10 horas de programação.

Conectamos arte, cultura e religiosidade em uma programação que protagoniza artistas e mantém vivas as tradições da ancestralidade negra

A programação começa com uma cerimônia dedicada a Iemanjá e Oxum, divindades das religiões de matriz africana, e segue ao longo do dia com apresentações de capoeira, batucada, dança e música. O encerramento fica por conta de ritmos como samba, axé e ijexá.

Do futebol europeu à difusão cultural

Antes de se consolidar como artista e produtor, Tom da Bahia construiu carreira no futebol internacional, com passagens por clubes como Atlético Mineiro, Aalborg, Red Star e Boulogne-Billancourt. A transição aconteceu após uma lesão aos 27 anos, quando decidiu se dedicar integralmente à música e à promoção cultural.

Hoje, ele lidera a Associação Odoyá France, criada em 2023, responsável por iniciativas que ampliam a presença da cultura afro-brasileira na Europa. O festival é o principal projeto da organização e se tornou um ponto de encontro entre brasileiros expatriados, franceses e imigrantes de diversas origens.

Presenças que conectam esporte e cultura

A edição deste ano reúne convidados que dialogam com diferentes áreas. Estão confirmados os ex-jogadores Raí, capitão do tetracampeonato mundial de 1994, e Valdo, com passagens por Benfica, PSG e Seleção Brasileira. Também participam a atriz Cristiane Reali e o prefeito de Saint-Ouen, Karim Bouamrane.

Entre as atrações artísticas, o público poderá acompanhar o Grupo de Batucada Badauê, o Balé Afro As Meninas da Bahia, o Grupo de Capoeira Meninos de Salvador e apresentações musicais do próprio Tom.

Uma ponte cultural entre Brasil e Europa

O evento também reforça uma proposta de reposicionar a imagem do Brasil no exterior, destacando elementos além dos estereótipos mais conhecidos. A valorização da cultura afro-brasileira aparece como eixo central, com foco em manifestações como o samba de roda e o ijexá, além da herança cultural da Bahia.

Ao longo de quatro edições, o festival consolidou sua presença no calendário francês e ampliou o alcance entre diferentes públicos. Para muitos brasileiros que vivem fora, tornou-se um espaço de reconexão com suas origens.

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