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Flautistas da Marambaia levam música e mangue ao Museu do Pontal

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50 crianças do Flautistas da Marambaia encerram o ciclo de 2026 com uma apresentação gratuita que une música brasileira, danças populares e a defesa dos mangues da Zona Oeste do Rio de Janeiro.

O encontro acontece no dia 31 de outubro de 2026, sábado, às 11h, no Museu do Pontal, na Barra da Tijuca. A entrada é gratuita, por ordem de chegada, e a duração prevista é de 100 minutos.

A apresentação celebra o trabalho desenvolvido ao longo do ano pelas crianças participantes do projeto, que tiveram aulas de música e atividades educativas sobre a preservação e a relação com o ecossistema da região.

“No repertório, os alunos exploram a obra de grandes compositores brasileiros e ritmos da cultura popular, em diálogo com as águas, os mares e os mangues que inspiram o projeto.”

Repertório entre mar, mangue e tradição

O programa reúne canções trabalhadas nas aulas e aproximará o público de compositores como Moacir Santos, Gilberto Gil, Dorival Caymmi e Tom Jobim. As músicas dialogam com a natureza, as águas e as tradições de povos que vivem em constante troca com mares e mangues, como catadores de caranguejo e pescadores.

Também entram no espetáculo danças e ritmos da cultura popular, entre eles cavalo marinho, marujada e ciranda.

A abertura fica com os estudantes do Projeto Kurumary, iniciativa de educação musical e ambiental do Núcleo de Educação Ambiental de Grumari, realizada pelo Instituto Brasileiro de Biodiversidade, o BrBio, em parceria com o Parque Natural Municipal de Grumari. Os dois grupos se encontram no palco ao longo da apresentação.

Um ano de novas experiências

Em 2026, os Flautistas da Marambaia passaram a realizar atividades semanais no Sítio Roberto Burle Marx, com ensino de flauta, canto, expressão corporal e vivência cênica. O projeto também ampliou suas formações artísticas e de educação ambiental, incluindo visitas ao mangue da Zona Oeste.

Houve ainda visitas aos ecossistemas marinhos e costeiros da região, em parceria com o GeoMarinha/UFRJ. Em agosto, a metodologia chegou a Macaé, com uma formação multidisciplinar gratuita para professores da rede pública e estudantes de pedagogia e licenciaturas.

“Esta apresentação celebra o percurso dos Flautistas da Marambaia ao longo do ano”, afirma Claudia Ernest Dias, diretora artística dos projetos. Para a produtora executiva Luiza Sales, o encerramento representa um momento de celebração e de compartilhamento do trabalho desenvolvido.

Mais de duas décadas de formação

Criado em 2002 pela professora Claudia Ernest Dias, na Escola Municipal Professor Vieira Fazenda, o projeto já atendeu mais de 1.200 crianças e jovens da região. Atualmente, as atividades acontecem no Sítio Roberto Burle Marx, por meio de parceria com o IPHAN.

O vínculo com o mangue permanece: as visitas ao ecossistema integram a rotina do projeto, com periodicidade semestral. Entre os reconhecimentos da trajetória estão o Prêmio Light nas Escolas, em 2020, e o prêmio da Mostra de Multilinguagens da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. O projeto também foi selecionado pela Unesco como “Decade Project” da Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável.

Flautistas da Marambaia levam música e mangue ao Museu do Pontal
Foto: Divulgação

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