32 empresas de 14 regiões italianas desembarcam em Bento Gonçalves a partir de 12 de maio com um dos maiores portfólios já apresentados no Brasil.
A Wine South America 2026 abre suas portas na próxima terça-feira com uma presença italiana que dificilmente encontra paralelo em feiras do setor no país. Reunidas em um pavilhão organizado pela ICE — Agência para a Promoção no Exterior e a Internacionalização das Empresas Italianas no Brasil, 32 empresas chegam a Bento Gonçalves (RS) com um portfólio combinado de mais de 62 milhões de garrafas anuais, distribuídas entre vinícolas familiares centenárias, consórcios de tutela e grandes grupos exportadores.
A amplitude da delegação é, por si só, um retrato fiel do que torna o vinho italiano singular. De um lado, produtores artesanais com safras a partir de 35 mil garrafas e processos transmitidos por gerações. Do outro, estruturas industriais e cooperativas que superam 20 milhões de unidades por ano. Entre esses dois extremos, toda a gradação possível de escala, estilo e filosofia enológica.
Quatorze regiões, um único pavilhão
A representação geográfica do grupo cobre praticamente toda a extensão da península itálica. Vêneto, Toscana, Campânia, Piemonte e Lombardia formam o núcleo das regiões com maior peso comercial global, mas a delegação vai além: Úmbria, Friuli Venezia Giulia, Marche, Sicília, Emília-Romagna, Abruzzo, Trentino-Alto Ádige e Puglia também marcam presença, garantindo uma pluralidade difícil de encontrar em um único espaço expositivo.
No portfólio, denominações consagradas convivem com appellations menos conhecidas no Brasil, mas de reputação consolidada nos mercados internacionais. Chianti Classico, Valpolicella, Bardolino e Franciacorta dividem espaço com Prosecco, Verdicchio di Matelica, Marsala, Montefalco Sagrantino e Alto Adige — um conjunto que cobre o espectro completo das categorias DOC e DOCG italianas.
Castas autóctones e variedades internacionais
A diversidade de uvas presentes no portfólio reflete a riqueza ampelográfica da Itália. Sangiovese, Aglianico, Nero d’Avola, Glera, Corvina, Lambrusco, Grechetto e Gewürztraminer — entre outras castas autóctones — compõem a espinha dorsal da oferta, complementadas por variedades internacionais como Pinot Noir. A tipologia cobre tintos estruturados, brancos minerais, rosés, espumantes pelo Método Clássico e Charmat, passitos e vinhos doces, em faixas de preço que vão do segmento de entrada ao ultra-premium.
Também integra o grupo o Consorzio Vini Mantovani, entidade de tutela que reúne mais de 1.700 hectares e 22 produtores associados, além de estruturas comerciais especializadas em importação e distribuição. O ecossistema, como define a própria organização, é plural e altamente complementar.
Brasil como destino estratégico
As empresas participantes já têm presença consolidada nos principais mercados compradores do mundo — Estados Unidos, Japão, Reino Unido, China, Suíça, Alemanha, Canadá, Bélgica, Holanda e países escandinavos. A escolha de marcar presença na Wine South America 2026, no entanto, não é casual: o Brasil é apontado pelo grupo como um dos destinos estratégicos prioritários para os próximos anos.
Além da vocação exportadora, parte significativa do grupo carrega certificações orgânicas e adota protocolos de sustentabilidade como o SQNPI, respondendo a uma demanda crescente do consumidor brasileiro por rastreabilidade e responsabilidade ambiental na cadeia produtiva do vinho.
Serviço
- Evento: Wine South America 2026
- Data de abertura: 12 de maio de 2026
- Local: Bento Gonçalves, RS
- Pavilhão italiano: 32 empresas de 14 regiões da Itália
- Organização: ICE — Agência para a Promoção no Exterior e a Internacionalização das Empresas Italianas no Brasil | Departamento para a Promoção de Intercâmbios da Embaixada da Itália

