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Limites entre cuidado e medicalização guiam fórum de saúde mental

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A urgência por respostas rápidas e o aumento expressivo no uso de psicotrópicos colocam em xeque as fronteiras entre o tratamento necessário e a patologização do sofrimento cotidiano.

Diante de dados da Organização Mundial da Saúde que apontam mais de 1 bilhão de indivíduos convivendo com transtornos mentais no planeta, repensar a conduta terapêutica tornou-se um desafio coletivo. O II Fórum de Psicologia: Subjetividades em Transformação: Entre o Cuidado e a Medicalização da Vida surge para questionar a redução de dilemas humanos a diagnósticos estritamente biológicos.

Medicalizar é, de certa forma, descaracterizar a alteridade, o percurso e a experiência de cada indivíduo.

Conduzido no Afya Centro Universitário Itaperuna, o encontro marca a passagem do Dia do Psicólogo, comemorado em 27 de agosto. A proposta central consiste em valorizar a singularidade de cada trajetória, promovendo um olhar interdisciplinar alinhado aos direitos humanos e à ética profissional.

O imediatismo e a perda da singularidade humana

A coordenadora do curso e organizadora da iniciativa, Dra. Renata Caveari, pontua que a dinâmica contemporânea impõe um ritmo incompatível com a maturação dos sentimentos. Para a docente, a padronização das respostas emocionais compromete a capacidade de lidar com as próprias vivências.

Além das discussões teóricas, a programação conecta ciência e arte com a realização de um sarau, mesas sobre infância, redes sociais, ambiente de trabalho e sessões práticas fundamentadas em diferentes linhas de atuação, como Psicanálise, Gestalt-terapia e Terapia Cognitivo-Comportamental.

Programação do evento

26 de agosto (Quarta-feira)

27 de agosto (Quinta-feira)

28 de agosto (Sexta-feira)

Serviço