A 19ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa toma conta de Copacabana unindo fé, cultura popular e resistência em um dos maiores atos inter-religiosos do Brasil, transformando a avenida em um grande cortejo marcado por samba, pontos cantados, folias de reis e manifestações afros.
Consolidado ao longo de quase duas décadas, o movimento organizado pelo Comitê Inter-religioso de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP) já reuniu cerca de 1,8 milhão de pessoas em suas edições anteriores. O encontro mobiliza lideranças, artistas e famílias de diversos estados em torno do respeito à diversidade e ao Estado laico.
Estar aqui é reafirmar que toda fé merece respeito, que nenhuma pessoa pode ser perseguida pela sua crença e que combater a intolerância religiosa é responsabilidade de toda a sociedade.

O samba como instrumento de memória e pertencimento
Às 15h, a programação cultural ganha a força da identidade carioca com a apresentação de Marquinhos de Oswaldo Cruz. Nascido em Madureira e idealizador de projetos icônicos como o Trem do Samba e a Feira das Yabás, o compositor leva para o trajeto sua profunda ligação com a ancestralidade negra, reforçando a conexão entre a luta contra o preconceito e a valorização do samba de raiz.

Espiritualidade e pontos cantados no encerramento
Logo depois, por volta das 15h30, quem assume o comando do palco é o cantor e sacerdote de Umbanda Sandro Luiz. Em sua primeira participação no ato, o artista paulista promete emocionar o público evocando as energias dos terreiros através de sucessos de sua trajetória, como “O Rei das Matas”, “Ela é Oyá” e “Um Presente dos Orixás”. Para o religioso, a ocupação do espaço público com música e espiritualidade é um ato de dignidade e liberdade.
As cores da Folia de Reis e a força vibrante dos grupos afros
Durante toda a extensão da caminhada, a pluralidade dita o compasso. O público será acompanhado por 17 tradicionais Folias de Reis, incluindo a Estrela do Oriente, de Guapimirim, e a Jornada Milagres de Jesus, de Magé. A energia ancestral também ganha as ruas com coletivos afros de diversas regiões, como o Tafaraogi, de Realengo, as Filhas de Gandhi, do Centro, e a Muvuca, de Minas Gerais, espalhando dança, cantos e cores em uma grande celebração à vida.

Serviço
- Evento: 19ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa
- Data: 20 de setembro (domingo)
- Horário: Das 10h às 17h
- Concentração: A partir das 10h, no Posto 5 (Avenida Atlântica, pista de lazer, esquina com a Rua Sá Ferreira)
- Saída: A partir das 12h, em direção à Praça do Lido
- Dispersão: Pista de lazer no Posto 2

Leia também
- Ato inter-religioso reúne milhares em Copacabana por respeito e direitos
- O Babalawô, o Papa e o Caminhar no horizonte de uma “Igreja em saída”
- Copacabana recebeu a 16ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa
- 16ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa
