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Mulheres discutem clima e território em encontro na Feira do Livro

Mulheres discutem clima e território em encontro na Feira do Livro

As conexões entre feminismo, meio ambiente e território ganham protagonismo em um encontro que integra a programação da Feira do Livro. A proposta é colocar em debate o papel das mulheres na linha de frente das lutas socioambientais e na construção de alternativas diante da crise climática.

O bate-papo “Mulheres, clima e território: lutas em defesa do meio ambiente” acontece no dia 2 de junho, às 17h, no Espaço Motiva Tablado Literário, na Praça Charles Miller, no Pacaembu, em frente ao Estádio do Pacaembu, em São Paulo. A atividade reúne Elisangela Soldatelli e Natália Lobo, com mediação de Katarine Flor.

Debate parte de experiências e pesquisas

A conversa se estrutura a partir de duas publicações que dialogam diretamente com os desafios contemporâneos envolvendo justiça climática, organização popular e disputas territoriais. De um lado, o livro Raízes da Resistência: Construindo territórios feministas e agroecológicos no Brasil; de outro, a coleção Politizando o Clima.

As obras funcionam como ponto de partida para refletir sobre práticas concretas e experiências construídas em diferentes territórios brasileiros e latino-americanos. Ao reunir pesquisa, militância e análise crítica, os materiais ajudam a iluminar caminhos possíveis diante das transformações ambientais em curso.

Mais do que apresentar conceitos, o encontro propõe um olhar aprofundado sobre como essas iniciativas se materializam no cotidiano, especialmente em contextos marcados por desigualdades sociais e pressões sobre os recursos naturais.

Feminismo e agroecologia como práticas de resistência

Um dos eixos centrais da conversa é a relação entre feminismo e agroecologia. A partir das experiências reunidas em Raízes da Resistência, o debate busca evidenciar como mulheres têm protagonizado formas de organização que articulam produção de alimentos, cuidado com a terra e fortalecimento comunitário.

O livro, publicado pela Expressão Popular, reúne reflexões e vivências que emergem de práticas feministas em diferentes regiões do Brasil. Essas experiências mostram como a agroecologia pode ser entendida não apenas como técnica agrícola, mas como estratégia política e social.

Ao mesmo tempo, o encontro pretende ampliar essa discussão para além do campo, conectando essas práticas às disputas mais amplas por território, autonomia e preservação dos bens comuns.

Crise climática e disputas territoriais

A coleção Politizando o Clima, publicada pela Editora Funilaria em parceria com a Fundação Rosa Luxemburgo, traz uma abordagem analítica sobre a crise climática e seus desdobramentos sociais e políticos. O material reúne estudos que investigam as relações entre mudanças ambientais, modelos econômicos e conflitos territoriais.

Durante o bate-papo, essas análises servem de base para discutir como a emergência climática impacta diferentes populações e quais alternativas vêm sendo construídas para enfrentar esse cenário. A proposta é ir além do diagnóstico, explorando possibilidades de ação coletiva.

O debate também busca destacar como essas questões estão diretamente conectadas às desigualdades sociais, evidenciando que os efeitos da crise climática não se distribuem de maneira uniforme.

Quem participa do encontro

Elisangela Soldatelli é coordenadora do Programa Latino-Americano de Clima e Energia da Fundação Rosa Luxemburgo. Sua atuação envolve temas como justiça climática, transição energética e disputas territoriais na América Latina. Ela também é uma das organizadoras da coleção Politizando o Clima.

Natália Lobo é agroecóloga, mestre em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade, técnica da Sempreviva Organização Feminista (SOF) e militante da Marcha Mundial das Mulheres (MMM). Ela integrou o projeto de pesquisa Gengibre, que deu origem ao livro Raízes da Resistência, do qual também é organizadora.

A mediação fica a cargo de Katarine Flor, coordenadora de comunicação na Fundação Rosa Luxemburgo. O encontro conta com apoio da Editora Funilaria, Expressão Popular, SOF e da própria Fundação.

Ao reunir trajetórias que articulam pesquisa, militância e produção editorial, o bate-papo propõe uma leitura integrada dos desafios ambientais contemporâneos, destacando o papel das mulheres como agentes centrais na construção de alternativas.


Serviço

Mulheres discutem clima e território em encontro na Feira do Livro
Foto: Divulgação
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