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O que sustenta o crescimento das marcas de beleza hoje

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Não é só fórmula nem marketing: o crescimento das marcas de beleza hoje depende de ciência aplicada, escuta ativa e confiança construída com o consumidor.

O debate no Rio Innovation Week colocou luz sobre os bastidores de um mercado competitivo e em transformação. No painel “Da fórmula ao mercado”, Fernanda Chaves, do Grupo Pierre Fabre, Lelê Burnier e Danielle de Jesus, com mediação de Deny Peres, discutiram como marcas conseguem ir além da promessa e entregar relevância real.

Não basta desenvolver uma fórmula excelente. É preciso gerar confiança e fazer o consumidor voltar.

Quando ciência leva décadas para virar produto

Ao apresentar a trajetória da Avène, Fernanda Chaves destacou que inovação exige tempo e consistência. A marca construiu sua reputação a partir de um legado científico que remonta a 1736, com pesquisas sobre a água termal presente até hoje em suas fórmulas.

Esse processo está longe de ser imediato. Segundo a executiva, o desenvolvimento de dermocosméticos envolve anos de testes, validações e investimentos robustos. Um exemplo é o Cleanance Comedomed+, resultado de três décadas de pesquisa e com ativo patenteado que atua diretamente na origem da acne.

No cenário global da Pierre Fabre, são 1149 pedidos de patentes, sendo 32 apenas em 2025. Mais do que proteção tecnológica, esses números indicam capacidade real de transformar conhecimento científico em soluções eficazes.

Escutar virou estratégia central

Mas ciência sozinha não sustenta crescimento. A conexão com o consumidor aparece como peça-chave. Fernanda destacou que a marca investe em escuta ativa e no uso de dados dermatológicos para antecipar necessidades e desenvolver soluções mais assertivas.

Esse movimento também foi reforçado por Danielle de Jesus, que apontou a necessidade de transformar rapidamente aprendizados do público em inovação concreta, sem perder consistência.

Na prática, isso significa acompanhar mudanças de comportamento em tempo real. E responder com precisão.

Influência exige responsabilidade

Do lado da criação de conteúdo, Lelê Burnier trouxe um alerta importante: falar sobre cuidados com a pele envolve responsabilidade. A influenciadora destacou que suas recomendações são baseadas em experiência e credibilidade, especialmente diante do alcance que possui.

O avanço da chamada “medicalização” do skincare amplia esse cuidado. Produtos deixam de ser apenas cosméticos e passam a ocupar um espaço mais próximo da saúde, exigindo comunicação mais clara e responsável.

Confiança ainda é o principal indicador

Apesar das transformações no setor, um indicador segue central: a recompra. Para os especialistas, ela sintetiza toda a jornada — da pesquisa ao marketing, da experiência ao resultado percebido.

O painel mostrou que o futuro da beleza não está apenas na inovação tecnológica, mas na capacidade de equilibrar ciência, comunicação e relacionamento. É nesse ponto que marcas deixam de ser tendência e se tornam referência.

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