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Parada da Lapa reúne Jup e Realleza no Rio

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A Parada LGBTQIAPN+ da Lapa 2026 transforma os Arcos da Lapa em um grande palco de cultura, resistência e celebração no dia 28 de junho, com entrada gratuita e uma programação que atravessa música, dança e mobilização social.

Em sua quarta edição, o evento assume o tema “Nosso Orgulho Também se Defende nas Urnas”, reforçando o caráter político da Parada em um momento de debate sobre direitos e representatividade. A concentração começa às 14h e, ao longo da tarde e da noite, diferentes expressões artísticas ocupam o espaço com protagonismo de artistas periféricos, negros e trans.

Programação musical ocupa a Lapa

A trilha sonora do evento começa com o DJ Diego Duarte, às 16h. Na sequência, às 17h, a cantora e performer trans Azula leva ao palco uma mistura de MPB, R&B, jazz e samba, com letras que refletem experiências da população trans e negra. A apresentação conta ainda com a presença da Drag Fada do Beat.

Às 18h, o DJ Vitor Pires, ao lado de Pocket, assume o comando com sets de Black Music que conectam identidade e ritmo. Em seguida, a programação avança com nomes que representam diferentes vertentes da cena urbana.

Artistas da cena urbana ganham destaque

A noite se intensifica com apresentações que ampliam a diversidade sonora do evento. O grupo TUDOSOUL entra em cena às 19h30, enquanto Preta Queen B Rull se apresenta às 19h, levando ao palco sua mistura de funk, voguing e música urbana.

Às 20h, Izrra apresenta sua Black Music marcada por sensualidade e identidade. O artista, nascido na Baixada Fluminense, ganhou projeção após viralizar em 2016 e consolidou sua trajetória em palcos como o Rock in Rio, além do álbum “Coisas de Amor”.

Encerramento com Jup e Realleza

O encerramento da noite reúne dois nomes centrais da cena contemporânea. Às 20h30, Realleza apresenta suas rimas marcadas por estética afrofuturista e narrativas de empoderamento. Em seguida, às 21h, Jup do Bairro sobe ao palco com um trabalho que atravessa música, cinema e artes visuais.

Premiada pela APCA e Multishow, Jup consolida sua trajetória com o álbum “Juízo Final”, ampliando discussões sobre identidade e corporalidade em performances que dialogam com diferentes linguagens artísticas.

Ballroom leva dança e política

A cultura ballroom também ocupa espaço na programação, com destaque para a Kiki Ball. Originado em Nova York nos anos 1970, o movimento reúne pessoas LGBTQIAPN+ negras e latinas em competições que celebram identidade, moda e expressão corporal.

Categorias como Voguing e Runway integram as apresentações, que no Rio são fortalecidas por coletivos como o Ballroom Rio. Durante o evento, duas categorias serão avaliadas, com premiação em dinheiro e surpresa.

Saúde e mobilização coletiva

Além das atrações culturais, a Parada incorpora ações de cuidado e prevenção. O Grupo Pela Vidda realiza distribuição de materiais informativos, preservativos, gel lubrificante e testagem rápida para HIV.

A organização do evento reúne uma ampla rede de coletivos e movimentos sociais, incluindo CasaNem, Fórum TT RJ, Marcha Trans RJ e diversas iniciativas acadêmicas e comunitárias. A proposta é transformar a Parada em um espaço contínuo de articulação política, visibilidade e fortalecimento comunitário.


Serviço

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