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Projeto leva dança on-line gratuita a pessoas com deficiência

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Um projeto brasileiro está ampliando o acesso à dança ao transformar a internet em palco para pessoas com deficiência física em todo o país.

A companhia Street Cadeirante inicia em 8 de agosto de 2026 uma nova temporada do Street Cadeirante Virtual, com 24 aulas gratuitas e ao vivo. As oficinas seguem até março de 2027, sempre aos sábados, e podem reunir até 100 participantes de diferentes regiões do Brasil.

Ao eliminar barreiras geográficas, a iniciativa propõe aulas adaptadas a diferentes corpos e possibilidades de movimento. O foco vai além da técnica: o projeto aposta na convivência, no fortalecimento da autoestima e no senso de pertencimento, além de enfrentar o capacitismo ao ampliar a presença de pessoas com deficiência na dança.

“Basta ter um celular ou outro dispositivo com acesso à internet para participar”, destaca Carla Maia.

A sala de dança cabe em qualquer lugar

As aulas acontecem pela plataforma Zoom e são divididas em ciclos conduzidos por três professores convidados: Fernando Perrotti, Dani Duram e Eduardo Amorim. Cada um lidera um conjunto de oito encontros, com técnicas e coreografias adaptadas.

Perrotti abre a programação, seguido por Duram e Amorim. Além deles, bailarinos do Street Cadeirante Show participam como monitores, acompanhando os alunos durante as aulas.

Podem participar cadeirantes, amputados, pessoas com mobilidade reduzida, lesão medular, paralisia cerebral, doenças raras ou outras condições que impactem os movimentos. As aulas são ao vivo e não ficam disponíveis posteriormente.

Uma trajetória que nasceu da adaptação

O projeto é idealizado por Carla Maia, jornalista, bailarina e paratleta que ficou tetraplégica após um raro sangramento na medula. A experiência pessoal levou à criação da companhia em 2018, reunindo pessoas com deficiência que compartilhavam o desejo de dançar.

Durante a pandemia, em 2020, o grupo enfrentou a interrupção das atividades presenciais. Foi nesse contexto que surgiu o formato virtual, permitindo que a dança ultrapassasse limites físicos e alcançasse participantes em diversos estados brasileiros e até em outros países, como Portugal e Paraguai.

Desde então, o Street Cadeirante Virtual se consolidou como uma extensão das ações da companhia, que já se apresentou em eventos como o Festival Na Praia e o Capital Moto Week, além de participações na TV e colaborações com artistas da música brasileira.

A experiência como troca e descoberta

Para os professores, o projeto também amplia a forma de pensar a dança. Segundo Fernando Perrotti, a proposta exige adaptação constante e abre novas possibilidades criativas.

Ele destaca que o processo envolve compreender diferentes realidades e explorar novas formas de movimento, incentivando cada participante a descobrir maneiras próprias de se expressar.

Após a inscrição, os alunos entram em um grupo de WhatsApp, onde recebem orientações e interagem com a turma, criando um espaço de troca que vai além das aulas.

Serviço


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