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Rio Artes 2026: economia criativa e parceria inédita com a Cimed

De 8 a 12 de abril, a 18ª edição da Rio Artes promete movimentar R$ 10 milhões e estreia parceria com a Cimed na ExpoRio Cidade Nova.

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A Rio Artes chega à sua 18ª edição consolidada como o principal evento de capacitação e negócios da economia criativa do estado do Rio de Janeiro. Entre os dias 8 e 12 de abril de 2026, a feira ocupa a ExpoRio Cidade Nova e deve movimentar cerca de R$ 10 milhões nas fases de preparação, realização e pós-evento.

Ao longo de sua trajetória, mais de 500 mil visitantes já passaram pelo evento. A cada edição, a feira gera mais de 500 empregos diretos e indiretos, ativando uma cadeia que envolve indústria, comércio, tecnologia, alimentação e logística.

Criatividade como fonte de renda

O Brasil vive uma transformação silenciosa. A economia criativa já representa 3,1% do PIB nacional e deve gerar mais de 1 milhão de novos empregos até 2030. Por trás desses números estão pessoas que decidiram transformar talento em sustento e habilidade manual em independência financeira.

“Quando falamos em economia criativa, não estamos falando apenas de estatísticas. Estamos falando de pessoas que sustentam suas casas com o que produzem, de mulheres que encontraram no artesanato uma fonte de renda, de jovens que começaram com um hobby e hoje empreendem. A feira existe para dar estrutura, capacitação e oportunidade para essas pessoas.” — Roberto Santos, organizador da Rio Artes

Para Roberto Santos, a feira evoluiu além de um espaço de exposição. “A Rio Artes deixou de ser apenas um espaço de exposição. Hoje é uma plataforma de formação e negócios. O público quer aprender, quer profissionalizar o que faz, quer vender melhor. Aqui ele encontra técnica, mercado e conexão.”

Tecnologia e valorização do feito à mão

Em um momento em que a inteligência artificial avança, cresce também a valorização de produtos autorais e feitos à mão. “A tecnologia amplia possibilidades, mas não substitui identidade, criatividade e experiência. O consumidor quer algo único, quer saber quem produziu, quer consumir com propósito. O feito à mão ganhou um novo significado econômico”, destaca Roberto Santos.

A programação técnica reflete essa tendência, reunindo atividades como pintura em madeira, tecido e cerâmica, crochê, tricô, amigurumi, modelagem em biscuit, resina fria, macramê, moda sustentável, tingimentos, aquarela, colagem, sabonetes e velas artesanais, além de aulas show de confeitaria e gastronomia.

Novos espaços e impacto regional

A edição de 2026 apresenta dois novos ambientes: o Ateliê da Moda e o Ateliê da Confeitaria, ampliando a oferta de conteúdos técnicos e tendências de mercado. O evento contará ainda com o Espaço Teens, voltado à formação da nova geração criativa.

A feira terá a participação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro e de sete prefeituras fluminenses, que levarão seus artesãos e expressões culturais ao evento, fortalecendo o desenvolvimento regional e ampliando oportunidades para pequenos produtores.

Parcerias estratégicas: Fecomércio, Senac e Sesc

A edição marca a renovação da parceria com a Fecomércio RJ, que leva o Sesc e o Senac para uma participação ativa dentro da feira. O Senac RJ ocupará um espaço de 81m² com oficinas de Costura Criativa, Produção e Fotografia de Produtos e Design para Redes Sociais.

No sábado, dia 11, o Senac RJ também realizará duas palestras no auditório: “Do Custo ao Lucro: Estratégias de Precificação para Artesãos” e “Os primeiros passos para empreender”. O Sesc RJ levará palestras sobre sustentabilidade, inovação e gestão, espaço para comercialização de produtos artesanais, além de atrações musicais e atividades culturais.

Parceria inédita com a Cimed

Entre as principais novidades da edição está a participação inédita da Cimed como parceira da feira. A empresa terá um estande com oficinas de chaveiros personalizados, onde os visitantes poderão criar peças exclusivas e aprender técnicas de personalização, reforçando a tendência do faça você mesmo.

“A participação da Cimed mostra como a economia criativa está conectando diferentes setores da economia. Hoje, a indústria também olha para o artesanal, para a personalização e para o feito à mão como uma forma de se aproximar das pessoas e incentivar a criatividade e o empreendedorismo.” — Roberto Santos, organizador da Rio Artes

Marcas como Acrilex e Círculo, importantes fornecedoras de materiais para o setor artesanal, também estarão presentes, aproximando indústria e empreendedores criativos. A edição conta ainda com um intercâmbio entre Brasil e Portugal, ampliando a troca cultural e comercial no setor criativo.


Serviço

Rio Artes 2026: economia criativa e parceria inédita com a Cimed - Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
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