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Casarão histórico no Centro do Rio lança drinques com memória carioca

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A memória urbana e cultural do Centro carioca transforma-se em coquetelaria autoral dentro de um casarão de 1865 erguido com técnicas seculares.

Acontecimentos, trajetórias e figuras marcantes do Rio antigo deixam as páginas dos livros para ganhar as taças no Sobrado da Cidade, localizado no coração histórico da capital fluminense. O casarão, edificado no ano de 1865, ampliou sua carta com três novas receitas concebidas para traduzir em aromas e texturas a vivência do imóvel e de suas imediações.

As novidades da carta foram criadas a partir de personagens, acontecimentos e elementos que ajudam a contar a trajetória do imóvel e de seu entorno.

Casarão histórico no Centro do Rio lança drinques com memória carioca
Foto: Divulgação

Homenagem tropical aos passos de Carmen Miranda

Entre as novas formulações da casa, o drinque que leva o nome de Carmen Miranda propõe uma releitura tropical do tradicional Clericot por R$ 180,00 a jarra. A receita combina espumante, Cointreau, Malibu, laranja, limão, tangerina, morango e uva, resultando em uma taça multicolorida inspirada na estética e nos trajes que imortalizaram a artista internacionalmente.

A ligação entre a cantora e o endereço é geográfica: Carmen viveu com a família no intervalo de 1925 a 1931 na Travessa do Comércio, nos arredores do Arco do Teles, período em que desenhava os passos inaugurais de sua trajetória musical.

Casarão histórico no Centro do Rio lança drinques com memória carioca
Foto: Divulgação

Datas simbólicas e antigas rotas mercantes

Outra aposta do cardápio é o coquetel batizado de 1877, que custa R$ 40,00 e resgata um marco cronológico do edifício. O preparo reúne aguardente, Cointreau, vinho tinto, abacaxi, limão e mix de gengibre, contrapondo nuances frutadas e cítricas a um toque de picância.

Já a embarcação mercantil que singrava as rotas de abastecimento dos antigos armazéns da região batiza o Feliz Oriente, também a R$ 40,00. A mistura alia saquê, angostura, mix de gengibre, limão e pepino, imprimindo perfil refrescante com acento herbal.

Sob liderança da chef Alice Isha, a cozinha do espaço aprofunda o diálogo entre ingredientes nacionais e identidade visual. A experiência é emoldurada pela própria estrutura predial, que ostenta portas azuis, azulejos holandeses restaurados e uma muralha de cerca de 23 metros estruturada com argamassa à base de óleo de baleia sob a mão de obra de pessoas escravizadas no século XIX.

Casarão histórico no Centro do Rio lança drinques com memória carioca
Foto: Divulgação

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