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Cinco vinhos exóticos para ampliar o seu paladar

Cinco vinhos exóticos para ampliar o seu paladar

Foto: Divulgação

Sommelière da Wine indicas rótulos de vinhos diferenciados produzidos com uvas pouco conhecidas 

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O mundo do vinho é rico em possibilidades, uma mesma uva produz vinhos distintos a depender de onde é plantada, como é vinificada e em qual estilo de vinho é produzido. Embora os rótulos de Cabernet Sauvignon estejam entre os mais queridinhos dos brasileiros, há ainda muito o que explorar. 

“Há mais de cinco mil uvas vitis viníferas – uvas autorizadas para elaborar vinhos finos – reconhecidas e registradas pela OIV – Organização Internacional da Vinha e Vinho”, diz Thamirys Schneider,  sommelière da Wine, o maior clube de assinatura de vinhos do mundo. “Logo, as possibilidades de degustar algo fora da curva são imensas.” 

Cinco vinhos exóticos para ampliar o seu paladar

Para embarcar numa viagem enológica, seja por uvas diferenciadas, países ou métodos, a sommelière selecionou cinco vinhos fora do convencional para expandir o seu paladar e apresentá-lo a possibilidades diversas.  

O grande diferencial deste exemplar é ter sido elaborado com a uva Tempranillo Blanco, uma mutação natural da variedade tinta Tempranillo, que surgiu na Rioja, uma região espanhola renomada pela produção de vinhos. Foi descoberta em 1988 e passou por uma série de testes e análises para provar sua consistência. Em 2007, a uva entrou na lista das uvas autorizadas a serem cultivadas na Denominação de Origem de Rioja. 

Os vinhos elaborados com Tempranillo Blanco costumam ser concentrados nos aromas e sabores, com bom volume no paladar e muito frescor. Inconsciente D.O.Ca Rioja Tempranillo Blanco 2023 traz notas tropicais como maracujá, melão e manga, com camadas de frutas de caroço como pêssego. Na boca, é expressivamente frutado, cremoso, volumoso, com acidez vibrante, final longo, persistente e refrescante. Os seis meses em contato com as borras em tanques de aço inox, com remontagens semanais, trouxeram mais cremosidade e volume no paladar, exaltando ainda mais seus aromas sedutores. 

(https://www.wine.com.br/vinhos/inconsciente-d-o-ca-rioja-tempranillo-blanco-2023/prod30615.html)

Para quem gosta de vinhos com a uva Pinot Noir, a indicação são os vinhos com a uva Frappato. A Cardilla é uma linha jovem, fresca e muito agradável elaborada pela Cantine Pellegrino, uma vinícola com mais de 135 anos de história na ilha da Sicília, Itália. Frappato é uma casta autóctone da Sicília, uma uva de grande importância histórica para a ilha. Muito comum em blends, principalmente com a Nero d’Avola, a Frappato também dá vida a varietais incríveis, com perfil leve, aromático e muito refrescante. 

Sua coloração é um rubi médio-claro brilhante, com aromas vibrantes de frutas vermelhas como cereja, frutos silvestres e ervas. Na boca, é um um vinho de corpo leve, com taninos delicados, textura sedosa e muito frescor, devido à sua vibrante acidez. O rótulo Cardilla Frappato I.G.P Terre Siciliane 2021 é um gracioso exemplo desta uva delicada, expressiva e refrescante. É um vinho fácil de degustar que te faz querer o próximo gole pelo seu paladar acetinado e viva acidez, sendo um excelente vinho tinto para dias ensolarados, pois é fresco, feito para tomar entre 14 e 16ºC. 

(https://www.wine.com.br/descontoprogressivolf-250324/cardilla-frappato-i-g-p-terre-siciliane-2021/prod28184.html

Por falar em vinhos exóticos, outra uva de vinhos pouco conhecida é a Prieto Picudo. Essa é uma uva espanhola, originária da região de Castilla y León, considerada uma joia da viticultura espanhola que elabora vinhos intensos e de grande personalidade. Prieto Picudo é uma casta conhecida pela sua casca grossa e escura, muita presença de taninos e acidez marcante. 

O Projeto Raíces, da vinícola Raíces Ibéricas, foi desenvolvido em toda Espanha com o objetivo de homenagear e mostrar ao mundo as riquezas do país, como sua culinária, arquitetura, história e claro, as uvas nativas e pouco conhecidas. No total foram vinificadas 19 castas autóctones, dentre elas a Prieto Picudo, diretamente de León, no norte do país, que traz toda tipicidade e complexidade da uva nativa dessa região. Raices Prieto Picudo 2021 é um exemplar intenso, complexo e de longo final que te convida a uma viagem instigante e muito saborosa pelo que há de melhor na viticultura espanhola, uma descoberta única!

(https://www.wine.com.br/vinhos/raices-prieto-picudo-2021/prod29277.html

A Carignan, também conhecida como a Cariñena, é outra uva que elabora vinhos saborosos, com presença em importantes blends da região mediterrânea, na Europa. Os vinhos elaborados com esta uva apresentam acidez alta, taninos potentes e estruturados, com corpo médio-alto, notas frutadas e picantes e uma graciosa complexidade aromática.

T.H. significa Caçador de Terroir, é o DNA e a alma da vinícola chilena Undurraga. Um projeto inovador liderado por Rafael Urrejola, nomeado Enólogo Chileno em 2017 por Tim Atkin, pautado na busca de terroirs ideais para o desenvolvimento das castas para a produção de vinhos únicos, surpreendentes e com identidade. O vinho T.H. [Terroir Hunter] D.O. Valle Del Maule Carignan 2021 é elaborado com uvas provenientes de dois vinhedos seletos no Valle del Maule, no Chile, com uvas cuidadosamente selecionadas de vinhas velhas de mais de 50 anos e de baixo rendimento, ou seja, uvas com maior concentração de nutrientes que geram vinhos mais potentes em aromas e sabores. 

Este é um exemplar bem estruturado, com taninos finos e firmes e boa acidez, características que proporcionam ao vinho um bom potencial de guarda. Na boca, é intenso, sedoso, picante e persistente. Na taça, abre encantadoras camadas aromáticas que conquistam de longe. A safra 2021 recebeu 96 pontos no International Wine Challenge, 93 pontos Robert Parker e foi eleito o melhor Carignan do Chile pelo Master of Wine Alistair Cooper. 

(https://www.wine.com.br/vinhos/t-h-terroir-hunter-d-o-valle-del-maule-carignan-2021/prod29504.html

O Vêneto, no nordeste da Itália, é conhecido por deter alguns vinhos icônicos como o Prosecco, o Amarone della Valpolicella e o Recioto della Valpolicella, ambos elaborados pelo método apassimento (ou ‘passificação’ das uvas), que consiste em secar a uva após a colheita, geralmente entre 30 e 100 dias, para desidratá-la parcialmente no intuito de deixar a uva mais concentrada em fenóis, taninos e açúcares e, assim, produzir um vinho mais intenso. 

Outro método famoso da região é o Ripasso, que em italiano significa “passar de novo”, uma técnica que consiste em repassar as peles passificadas e já fermentadas de vinhos Amarone e Recioto, para a fermentação do Valpolicella clássico para completar a fermentação na intenção de adicionar mais textura, estrutura e intensidade. Os vinhos Ripasso são um verdadeiro resgate de uma tradicional produção de vinhos no Vêneto, e tem um resultado surpreendente: vinhos com maior complexidade, riqueza, mais tânicos e mais alcoólicos do que o Valpolicella Classico. Para conhecer a riqueza desse método histórico e tradicional, a sugestão é o vinho Monti Garbi Superiore D.O.C. Valpolicella Ripasso 2020, um exemplar elaborado com as uvas Oseleta, Corvinone, Rondinella e Croatina, que depois da fermentação com as cascas passificadas, amadureceu por 12 meses em barricas de carvalho de 500 litros. 

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