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Do pomodoro ao pesto: qual vinho escolher para cada massa

O molho é quem guia a taça: sommelière da Cantu Grupo Wine revela cinco harmonizações certeiras entre vinhos e massas para transformar o jantar.

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Harmonizar massas e vinho é um clássico que atravessa o tempo. Versátil e sempre acolhedora, essa dupla ganha novas camadas de sabor quando a escolha do vinho acompanha a intensidade de cada molho. Para a sommelière Stephani Mercado, da Cantu Grupo Wine, a casa das grandes marcas, a harmonização começa pelo entendimento do preparo: mais do que a massa em si, é o molho que dita o caminho.


Molhos à base de tomate, com sua acidez marcante, encontram equilíbrio em tintos jovens e frescos. Receitas cremosas pedem brancos estruturados, capazes de envolver o paladar sem pesar. Já preparações com frutos do mar ganham destaque ao lado de brancos aromáticos, que preservam a delicadeza dos ingredientes.


Molho de tomate pede acidez na taça


Clássicos como spaghetti al pomodoro ou penne arrabbiata têm no tomate seu ingrediente central — e sua acidez vibrante pede vinhos na mesma direção. Tintos jovens, com perfil frutado e boa acidez, entram como contraponto natural, equilibrando o prato sem pesar ou ofuscar os sabores do molho a cada garfada.


O italiano Frescobaldi Remole Toscana IGT, com notas de frutas vermelhas frescas, leve toque floral e taninos macios, acompanha essa acidez com precisão e prolonga a sensação de frescor no paladar. Onde comprar: https://catalogo.winebrands.com.br/vinho/frescobaldi-remole-rosso-toscana-igt


Brancos estruturados para molhos cremosos


Molhos cremosos, como o fettuccine Alfredo ou massas com queijos, envolvem o paladar com textura rica e pedem vinhos capazes de equilibrar essa untuosidade sem perder o frescor. Brancos estruturados cumprem esse papel ao trazer acidez e textura na medida certa, limpando o paladar a cada garfada.


O chileno Escudo Rojo Gran Reserva Chardonnay, com aromas de lima, flores brancas, amêndoas e um delicado toque de baunilha, entrega corpo e elegância. Sua acidez mantém a harmonização leve e equilibrada do início ao fim. Onde comprar: https://www.espacodoc.com.br/escudo-rojo-gran-reserva-chardonnay


Frutos do mar pedem leveza aromática


Receitas como linguine com camarões ou vôngole demandam leveza e precisão. A delicadeza dos ingredientes do mar pode se perder facilmente diante de vinhos pesados — por isso brancos aromáticos entram como aliados naturais, valorizando os sabores sem sobrepô-los.


O argentino Susana Balbo Signature Torrontés, com notas florais intensas, frutas cítricas e toques tropicais, amplia os aromas do prato e entrega em boca uma experiência vibrante e refrescante, que acompanha a leveza da preparação do início ao fim. Onde comprar: https://www.encontrevinhos.com.br/susana-balbo-signature-torrontes


Ragu e carnes chamam tintos encorpados


Pratos como tagliatelle ao ragu, lasanha ou massas com carne apresentam camadas profundas de sabor, com molhos ricos e de longa cocção. Aqui, tintos estruturados, com taninos macios e boa presença em boca, criam uma harmonização envolvente sem sobrepor o prato.


O italiano Frescobaldi Tenuta Perano Chianti Classico, com notas de frutas vermelhas maduras, nuances de especiarias e um delicado toque de ervas, acolhe bem os sabores do preparo. Sua acidez vibrante ajuda a equilibrar o conjunto e mantém o paladar ativo entre uma garfada e outra. Onde comprar: https://dmarket.com.br/produtos/5081584/vinho-frescobaldi-perano-750ml-chianti-classico


Pesto intenso pede frescor no copo


O pesto, elaborado com manjericão, azeite, alho e parmesão, acrescenta um perfil aromático intenso e herbal às massas. Para equilibrar essa potência sem pesar o conjunto, vinhos frescos e vibrantes entram em cena como escolha certeira.


O chileno Ventisquero Reserva Rosé, leve e frutado, cria um contraste delicado ao molho. Sua acidez refrescante limpa o paladar e convida à próxima garfada, tornando a experiência à mesa mais leve e prazerosa. Onde comprar: https://www.coloriovinhosfinos.com.br/produtos/ventisquero-reserva-rose


Para Stephani Mercado, a harmonização entre vinhos e massas deve ser vista como um convite à experimentação, sempre guiada pela observação da intensidade do molho, dos ingredientes e da textura do prato. “Mais do que regras, é o olhar atento que transforma combinações clássicas em experiências memoráveis”, conclui a sommelière.




Serviço




Do pomodoro ao pesto: qual vinho escolher para cada massa
Foto: Rhafaela Lima
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