Do pote ao congelador, o doce de leite vira “quase sorvete” no verão — e fondue no inverno. A Rocca explica a tendência e seu jeito “da roça”.
A forma como a gente consome sobremesa muda com o clima — e isso está redesenhando o lugar de produtos clássicos no dia a dia. Em vez de receitas longas e porções exageradas, cresce a busca por usos rápidos, afetivos e criativos, capazes de entregar prazer sem transformar a cozinha em projeto.
Nesse movimento, o doce de leite ganha novas leituras ao longo do ano. No verão, entram em cena texturas geladas e sensação de leveza. Já no inverno, o que conta é o conforto: sobremesas quentes, clima de casa e a vontade de compartilhar.
Do verão ao inverno, sem complicar
É nessa lógica que a Rocca, marca mineira, reforça a versatilidade do produto sem perder a simplicidade. Com o posicionamento “leite, açúcar, amor e só”, a empresa aposta em uma receita sem conservantes ou espessantes — e diz que essa composição ajuda a entregar uma textura que funciona em diferentes momentos do ano.
“No verão, muita gente descobre que, ao colocar o pote no congelador, o doce ganha uma textura cremosa, quase como um sorvete. Já no inverno, ao aquecer por alguns segundos, ele vira um fondue simples, perfeito para compartilhar.”
A fala é de Rosi Barbosa, cofundadora da Rocca, e traduz uma tendência maior: o consumidor quer adaptar o que já conhece, com pequenos “truques” que cabem na rotina. Com isso, o doce de leite deixa de ser só recheio ou acompanhamento e vira um item mais flexível — de colher, gelado ou aquecido.
Memória afetiva e escala de produção
Apesar de circular em redes e ganhar novas formas de consumo, a Rocca afirma que não se posiciona como gourmet. A ideia é ser um “doce de leite da roça”: simples, verdadeiro e conectado à memória afetiva, mas produzido em fábrica e com o mesmo processo desde o início.
Em 2025, a marca faturou R$ 20 milhões e ampliou presença em pontos de venda como Pão de Açúcar, Oba Hortifruti e Lojas Swift. O crescimento acompanha um cenário em que produtos tradicionais voltam ao centro — não pela nostalgia pura, mas pela capacidade de se encaixar em hábitos mais práticos.
O prazer que acompanha as estações
Quando o termômetro sobe, a promessa é refrescar sem complicação. Quando esfria, a proposta muda para aconchego e partilha. Ao seguir esse ritmo, o doce de leite sai da categoria “uso único” e passa a ocupar um espaço de conveniência emocional: simples, adaptável e cheio de significado.
Foto: Divulgação



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