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Festival do Pastrami transforma quartas em experiência compartilhada

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Uma carne que leva 14 dias para ficar pronta ganha destaque em uma experiência pensada para dividir à mesa, com diferentes texturas e preparos no mesmo serviço.

O pastrami, cada vez mais presente na gastronomia contemporânea brasileira, guia a proposta do Cantuca Brasero & Bar, que realiza o Festival do Pastrami até o fim de setembro. A casa serve, exclusivamente às quartas-feiras, uma tábua que reúne diferentes versões da carne defumada, combinando técnicas artesanais e apresentação voltada ao compartilhamento.

A experiência inclui dupla de bao de pastrami, croquetas, pastrami fatiado, picles, maionese Dijon, pão tostado e um fondue de abóbora cabotiá com três queijos. O valor é de R$ 129, com porção pensada para duas a três pessoas.

No pastrami, cada etapa faz diferença. O tempo de cura, a defumação lenta, o equilíbrio das especiarias e a finalização no vapor são fundamentais para construir textura e sabor.

O preparo é um dos pontos centrais da proposta. Segundo a chef e parrilleira Shirlei Batista, o processo leva 14 dias e passa por cura úmida, aplicação de temperos secos, defumação lenta e finalização no vapor, etapa responsável pela maciez da carne.

Quando o tempo vira ingrediente

A iniciativa também reflete um movimento mais amplo da gastronomia, que valoriza técnicas como cura, defumação e cocção lenta. No Cantuca Brasero & Bar, esses პროცესos fazem parte da identidade da cozinha e ganham evidência durante o festival.

Para Silvio Mariz Neto, sócio-fundador do Grupo Canto, a proposta é aproximar o público desse tipo de preparo em um formato acessível. A ideia é apresentar o pastrami em diferentes combinações, mantendo o foco no tempo, no fogo e na técnica.

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