A Forno de Minas inicia a venda direta ao consumidor de sua linha própria de queijos especiais, apostando na Região Metropolitana de Belo Horizonte como praça de testes antes de expandir para o restante do país.
O movimento marca a primeira vez em que a empresa mineira comercializa o ingrediente de forma independente do seu portfólio de congelados. A iniciativa aproveita uma capacidade industrial já ativa em Conceição do Pará, no Centro-Oeste mineiro, onde funciona a unidade de laticínios da marca criada em 1997.
Desde o início, fazer os próprios queijos foi a forma de garantir o padrão, a autenticidade e a consistência do ingrediente que está no coração do nosso pão de queijo. Agora, damos um passo além.
Segundo o diretor geral da companhia, Rodrigo Abreu, o processo adota um modelo verticalizado. A fábrica processa em torno de 5 milhões de litros de leite mensalmente, fornecidos por produtores cadastrados sob supervisão do Serviço de Inspeção Federal (SIF), sem demandar ampliações físicas imediatas para fracionamento e embalagem das novas peças.

Estratégia comercial e portfólio de estreia
O período de testes na capital mineira e municípios vizinhos deve durar entre seis meses e um ano. Essa etapa servirá para monitorar logística, desempenho de vendas e recepção de público antes de avançar para as demais regiões brasileiras.
A linha inicial chega às gôndolas com três variedades em embalagens de 150 gramas: Queijo Minas Padrão, Queijo Tipo Gouda e Queijo Parmesão, com preço sugerido de R$ 27,90 cada. Uma opção em tábua de 240 gramas, reunindo os três tipos, foi precificada em R$ 37,90.
A distribuição abrangerá desde grandes redes de supermercados e atacarejos até empórios, padarias e casas especializadas de queijo em território mineiro.
O cenário de laticínios em Minas Gerais
A entrada no setor coincide com um ciclo de expansão da cadeia de laticínios. Dados do IBGE registraram a captação de 27,51 bilhões de litros de leite sob inspeção no país em 2025, patamar recorde no qual Minas Gerais manteve a liderança nacional com 23,9% de participação no volume total.
Além dos números industriais, o segmento mantém relevância cultural: em dezembro de 2024, os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal foram reconhecidos pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
Atualmente integrante do grupo McCain, a Forno de Minas conta com cerca de 1.500 colaboradores e exporta seus produtos para 14 países, buscando agora transformar seu principal insumo em produto final de destaque no varejo alimentício.