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MS leva gastronomia pantaneira ao MASP em noite inédita

MS leva gastronomia pantaneira ao MASP em noite inédita

No dia 18, o MASP recebe 400 profissionais de turismo para uma experiência gastronômica que posiciona o Pantanal como patrimônio cultural estratégico do Brasil.

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O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand não é um palco qualquer. Escolhê-lo para apresentar a gastronomia de Mato Grosso do Sul a agentes de viagens, operadores e lideranças do setor diz muito sobre a intenção por trás da Experiência Gastronômica Aromas & Sabores: a culinária sul-mato-grossense não quer ser apenas um atrativo, quer ser reconhecida como expressão contemporânea de território e identidade.

O evento integra o projeto Mato Grosso do Sul — Especial por Natureza, que o Estado promove em São Paulo entre os dias 13 e 18 de maio, com blitzes nas principais operadoras de turismo e a noite no MASP como ponto de chegada. São 400 convidados dentro de um dos museus mais relevantes do país. A mensagem é deliberada.

Uma curadoria que reescreve a identidade gastronômica do estado

Não há improviso na seleção de nomes à frente da experiência. Paulo Machado, Marcílio Galeano, Lucas Yonamine, Jadicelia Miyassato Tamasiro e Juanita Maria Palmieri Battilani compõem uma curadoria que vem, há anos, questionando e reconstruindo o que significa cozinhar em Mato Grosso do Sul. São chefs com trajetórias distintas e uma convergência: o compromisso de fazer o ingrediente local dialogar com técnica, narrativa e estética.

Em vez de apresentações formais ou buffets protocolares, a proposta aposta em treinamento, aulas-show e um coquetel especial. O formato é pensado para que os profissionais de turismo não apenas provem, mas entendam o que estão comendo, e sejam capazes de transmitir isso a seus clientes.

Do sashimi de piloteiro ao MS Mule: um menu que surpreende

A experiência começa com a sopa paraguaia — clássica, reconfortante, âncora cultural. Mas é a partir daí que o menu ganha camadas inesperadas. O sashimi de piloteiro recontextualiza o peixe mais pantaneiro possível dentro de uma linguagem japonesa. O steak tartare de carne de sol dialoga com o sertão e com a alta gastronomia ao mesmo tempo. O caldo de piranha, símbolo quase folclórico da região, aparece com dignidade e intenção.

A paçoca pantaneira com espuma de angico e o macarrão de comitiva — presença obrigatória nas longas travessias do Pantanal — surgem em versões que equilibram memória e técnica contemporânea. Nenhum prato é só produto regional servido em prato bonito. Cada um carrega uma narrativa.

A cozinha nipo-pantaneira como síntese de uma história real

Entre os momentos mais aguardados, a cozinha nipo-pantaneira ocupa um espaço que reflete a história da imigração japonesa no estado. Pratos que unem mandioca glaceada, shoyu, cítricos e carne de sol em composições delicadas revelam que essa fusão não é invenção de chef, mas resultado de décadas de convivência cultural. Lucas Yonamine e Jadicelia Miyassato Tamasiro são referências diretas dessa trajetória.

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