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Nem só de picanha vive o churrasco brasileiro

Cortes como entrecot, fraldinha e flat iron ganham espaço e mudam o jeito de fazer churrasco no Brasil

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O churrasco brasileiro vive uma revolução silenciosa. No Dia do Churrasco, celebrado em 24 de abril, o chef Caio Fontenelle destaca como novos cortes ganharam protagonismo e ampliaram as possibilidades na grelha.

Segundo ele, entender a carne é o primeiro passo para acertar no preparo. “Eu não quero tirar a sua receita. Eu quero que você melhore a sua receita”, afirma.

Como escolher os cortes para churrasco

O segredo começa antes do fogo. Cortes maiores pedem preparo lento e temperatura mais baixa. Já bifes menores exigem fogo alto e rapidez, sempre próximos da brasa.

Além disso, cortes com mais gordura tendem a entregar mais sabor e suculência. Por isso, opções como entrecot, fraldinha e picanha continuam entre as favoritas.

Novos protagonistas da grelha

O paladar do brasileiro mudou. O entrecot, também chamado de bife ancho, ganhou destaque por unir maciez e sabor. A gordura entre os músculos intensifica o gosto da carne.

Outro exemplo é a “bananinha”, retirada entre as costelas. Antes descartada, hoje é valorizada como uma das partes mais saborosas do boi.

A fraldinha também deixou de ser coadjuvante e passou a disputar espaço com cortes nobres, chegando a preços semelhantes aos da picanha.

A valorização da parte dianteira

Cortes antes considerados de “segunda” agora ganham destaque. O flat iron (paleta 7) e o acém são exemplos dessa transformação.

O acém, antes restrito à carne moída, hoje aparece limpo e sofisticado, como no preparo conhecido como Denver steak.

“O mercado da carne está desmistificado. Hoje a gente está sabendo aproveitar cada parte do boi em preparos diferentes”, explica o chef.

O preparo ideal para cada carne

Fontenelle reforça que observar as características da carne é essencial. Cortes com gordura e boa irrigação interna funcionam melhor na grelha.

Enquanto isso, carnes mais firmes e magras atingem melhor resultado em cozimentos longos, como na panela de pressão.


Serviço

Nem só de picanha vive o churrasco brasileiro
Foto: Divulgação
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