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Poderi Morini estreia no Brasil com castas raras e rótulos de artistas

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Apresentando variedades nativas raras da Emília-Romagna e rótulos pintados por artistas visuais contemporâneos, a vinícola italiana Poderi Morini desembarca no Brasil para revelar facetas quase inexploradas da tradição vitivinícola da Romagna.

A preservação de castas autóctones que resistiram ao tempo orienta a estreia da Poderi Morini no mercado brasileiro. Fundada em 1998 por Alessandro Morini e Daniela Morini, em Faenza, a propriedade familiar consolidou sua história na valorização das colinas da Romagna, estruturando um portfólio que transita entre variedades conhecidas internacionalmente e preciosidades regionais pouco difundidas fora da Itália.

O brasileiro conhece e admira o vinho italiano, mas a Itália vitivinícola é muito maior do que as regiões que já conquistaram espaço por aqui. A Romagna tem uvas, produtores, gastronomia, arte e uma identidade muito própria.

O movimento de introdução no país é encabeçado pelo empresário Fabricio Morini, cuja trajetória reúne o comando da operação nacional da fabricante de motocicletas Moto Morini, negócios no setor de insumos industriais e a autoria de livro best-seller. A expansão para o setor de bebidas foca na construção de marca com base na singularidade cultural do território romagnolo, com produtos previstos em faixas de valores entre 200 e 600 reais.

Poderi Morini estreia no Brasil com castas raras e rótulos de artistas
Foto: Divulgação

Telas em forma de garrafa

A ligação entre a produção agrícola e a identidade visual materializa-se diretamente na apresentação das embalagens. Desde o surgimento da vinícola, artistas italianos são chamados a vivenciar e degustar as safras para transformar percepções sensoriais em rótulos que funcionam como pequenas peças de galeria.

O primeiro convidado dessa trajetória foi Pablo Echaurren, criador multidisciplinar ativo na pintura, cerâmica e ilustração. O núcleo artístico conta ainda com Giuliano Della Casa, aquarelista de Modena com histórico de exibições internacionais, e Gian Franco Morini, escultor e ceramista de Faenza cuja poética incorpora a matéria bruta e as imperfeições da própria terra local.

Raridades entre brancos, tintos e borbulhas

No centro da seleção que chega às taças nacionais está o Sette Note, rótulo elaborado a partir da uva Albana, variedade branca emblemática das colinas de Faenza e marco histórico por ter sido a primeira casta branca italiana reconhecida com o selo DOCG.

A cartela de tintos contempla interpretações do Sangiovese em rótulos como Torre di Oriolo e Nonno Rico, mas atinge ponto alto com a redescoberta da Centesimino. Originária das encostas de Oriolo di Faenza, a casta dá vida ao tinto aromático Savignone e ao espumante brut Morosè. O catálogo traz também a uva Longanesi, reforçando o projeto de recuperação agronômica mantido pela vinícola.

Circuito de degustação em quatro capitais

A entrada no circuito nacional ocorre durante a programação do evento I Love Italian Wines 2026, roadshow setorial promovido pela Agência ICE em conjunto com a Vinitaly e a Wine South America, direcionado a especialistas, compradores, sommeliers e jornalistas.

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