Com cardápio bem-humorado, drinks autorais e proposta de encontros, o Zalaiê chega a Copacabana como o novo point da tarde e da noite carioca.
Copacabana tem um novo endereço para chamar de seu. O Zalaiê abriu as portas na Rua Barão de Ipanema, 94, com uma proposta clara: ser um ponto de encontro onde a mesa se forma aos poucos, os petiscos circulam e o tempo, simplesmente, desacelera. Idealizado pelos empresários Pedro Góes e seu pai, Paulo Góes — os mesmos à frente do já consolidado Pendê —, o novo espaço nasce colado à casa irmã e reforça ainda mais a presença da dupla na região.
Se o Pendê conquistou o público pelo café da manhã e brunch, o Zalaiê chega para ocupar outro momento do dia. A tarde, o fim de tarde e a noite ganham um lugar com clima leve, ambiente acolhedor e a promessa de encontros “sem hora para acabar”. “O Zalaiê nasce com essa proposta de ser uma cozinha de encontros. Um lugar para dividir, celebrar e viver a mesa de forma mais descontraída. Tem uma energia muito solar, muito tropical, que tem tudo a ver com o nosso jeito de viver Copacabana”, define Pedro Góes.
Um nome que soa como convite
O nome Zalaiê não é por acaso. Criado como um neologismo, ele conversa com o Pendê pela sonoridade, mas constrói uma identidade própria — mais musical, mais fluida. Evoca vento, onda, dança. Tudo que traduz a atmosfera leve e despretenciosa da casa. Apesar do endereço oficial ser na Rua Barão de Ipanema, os sócios fazem questão de sublinhar: é Copacabana. Foi ali que cresceram, construíram memórias e agora ampliam sua atuação com um projeto que dialoga diretamente com o estilo de vida local.
A cozinha de Carol Meloni
Quem assina o cardápio é a chef Carol Meloni, com dez anos de trajetória que passa pelas cozinhas francesas de Ricardo Lapeyre, quatro anos no Pérgula do Copacabana Palace e uma virada criativa no Maska, sob o comando de Danilo Parah e Mariana Saisse. Hoje, ela direciona o olhar para referências brasileiras, asiáticas e mediterrâneas, traduzindo essa bagagem em pratos com personalidade e sabor.
A carta de drinks leva a assinatura de Pedro Gonçalves, com passagem pelo Arp Bar e atualmente à frente da coquetelaria do Bar Tero. Juntos, chef e bartender constroem uma experiência que valoriza ingredientes brasileiros e combinações criativas, sem abrir mão de uma abordagem contemporânea.
Cardápio com humor e identidade
O espírito da casa aparece já nos nomes do menu. A seção “Batuque da Cozinha” abre com o Começo de Conversa (R$ 37), couvert com tomates confitados, caponata, homus tradicional e de beterraba, coalhada e torradas. Logo depois, o Kara o Quê? (R$ 39) apresenta karaage de sobrecoxa de frango com paçoca de amendoim e castanha de caju. E o inevitável Pega Ladrão, o Zalaiê Roubou Meu Coração (R$ 43) traz coração de galinha ao molho de carne, cebola roxa, ervas e pães para chuchar.
Na ala “Com as Mãos”, a Gyoza Tropical (R$ 29 – 3 unidades) chega grelhada, com pernil e ponzu de abacaxi. Os pastéis também marcam presença, em versões de costela com agrião (R$ 15) e bobó de camarão (R$ 17). Nos sandubas, o Zala Burguer (R$ 56) rouba a cena: blend da casa, queijo coalho, crocante de carne seca, barbecue de goiabada e salada no pão brioche.
Panelinhas, especiais e feijoada
As panelinhas trazem opções generosas: Escondidinho de carne seca (R$ 49), Costela e Batata (R$ 56) e o vegetariano Shakshuka da Horta (R$ 46), com legumes ao molho de tomate, ovos e pães. Os pratos feitos, servidos de segunda a sexta das 12h às 17h, vêm com arroz, feijão, farofinha de cebola e batata frita ou salada. Entre eles: Frango grelhado (R$ 41), Escalopinho de mignon (R$ 53), Peixe do dia empanado (R$ 51) e Omelete de cogumelos (R$ 46).
Os Especiais funcionam todos os dias, inclusive nos finais de semana, com entrada, principal e sobremesa. Nos principais, o destaque vai para o Arroz de costela (R$ 59), a Sobrecoxa desossada (R$ 54) com arroz de brócolis e salada de batatas, e o Bobó de camarão (R$ 69) com arroz branco e farofa de dendê. Às sextas e sábados, a feijoada tradicional toma conta da casa.
Para adoçar e para brindar
Na sobremesa, o Trio Mineiro (R$ 23) reúne queijo meia cura, doce de leite e goiabada artesanal em diferentes texturas. Já a Mousse de chocolate (R$ 27), servida com azeite, flor de sal e crocante de croissant, já desponta como a queridinha da casa.
Nos drinks, o tom irreverente segue firme. O Zala Mule (R$ 41), com vodka, laranja, acerola e espuma de açaí, promete ser o grande protagonista. O Botica (R$ 36) aposta em cachaça, mate, abacaxi, maracujá e hortelã, enquanto o Braza (R$ 39) mistura cachaça ou vodka, tamarindo, hibisco, limão e hortelã. A caipirinha clássica (R$ 31) aparece em várias versões, ao lado de opções não alcoólicas e cervejas.
Espaço intimista e cultura viva
Com apenas 34 lugares — 18 internos e 16 na área externa —, o Zalaiê aposta em um ambiente acolhedor e cheio de personalidade. O projeto arquitetônico foi desenvolvido pelos próprios sócios, com uma curadoria que traz brasilidade de forma sutil e sensorial, sem cair no óbvio. A intenção é que cada detalhe do espaço reforce a ideia de encontro e pertencimento.
Além da gastronomia, a casa também mira na cultura. A proposta é incorporar, ao longo do tempo, uma programação com rodas de conversa, oficinas e encontros artísticos, sob curadoria da produtora cultural Gabriela Gonçalves. O conceito de “cozinha de encontros” ganha, assim, uma dimensão ainda mais ampla — onde o alimento e as ideias dividem o mesmo espaço.
Serviço
- Endereço: Rua Barão de Ipanema, 94, Copacabana – Rio de Janeiro – RJ
- Horário de funcionamento: Todos os dias, das 12h às 20h
- WhatsApp: (21) 3500-1345
- Capacidade: 34 lugares — 18 internos e 16 na área externa
- Inauguração: Maio de 2026
- Instagram: @zalaie.rio






